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Apenas dois investimentos de renda fixa superam o CDI no 1º semestre de 2026

Dados do primeiro semestre de 2026 mostram que a maioria dos ativos de renda fixa não conseguiu bater o CDI, refletindo a volatilidade do mercado.

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Foto: InfoMoney
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01/07 às 15:15

Pontos principais

  • Apenas os índices IDA-DI e IMA-S registraram rentabilidade superior ao CDI no período.
  • Debêntures incentivadas atreladas à inflação tiveram o pior desempenho, rendendo 20,7% do CDI.
  • Processos de recuperação judicial de empresas como Raízen e GPA elevaram a volatilidade no crédito privado.
  • O Tesouro Nacional cancelou leilões de NTN-B diante da pressão nas taxas de juros longos.
  • Analistas do BB Investimentos sugerem cautela e foco em emissores de alta qualidade para o segundo semestre.

O mercado de renda fixa brasileiro enfrentou um primeiro semestre de 2026 desafiador, com apenas o IDA-DI e o IMA-S conseguindo superar o CDI. O cenário foi marcado por uma volatilidade acentuada no setor de crédito privado, impactado por processos de recuperação de grandes companhias como Raízen e GPA. Paralelamente, a pressão sobre as taxas de juros longos levou o Tesouro Nacional a cancelar leilões de NTN-B, enquanto as debêntures incentivadas atreladas à inflação apresentaram o desempenho mais fraco do período. Embora a desaceleração da inflação e a queda nos preços do petróleo tenham aliviado os juros futuros no final de junho, o ambiente permanece incerto. Diante desse contexto, especialistas do BB Investimentos recomendam que os investidores mantenham a cautela e priorizem ativos de emissores com maior qualidade de crédito para o restante do ano.

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