A isenção do imposto de importação para veículos elétricos desmontados no Brasil terminou, retomando a tributação que pode atingir 35% até 2027 e gerando atritos entre montadoras.
A isenção temporária do imposto de importação para veículos elétricos desmontados no Brasil chegou ao fim em 31 de janeiro, marcando o retorno da tributação que pode atingir 35% até 2027. Essa medida, inicialmente concedida após pedido da chinesa BYD, gerou um embate significativo entre a montadora e as fabricantes tradicionais, como Volkswagen, Stellantis, GM e Toyota, que se opuseram à isenção alegando que a prática prejudicaria a indústria nacional e geraria desemprego.
A BYD, que teve o Brasil como seu maior mercado internacional em 2024 e é a principal responsável pelo aumento de carros importados no país, defendeu-se das críticas, acusando as montadoras tradicionais de "chantagem emocional" e de tentar proteger um modelo de negócio que desfavorece o consumidor brasileiro. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) também se manifestou, reclamando da entrada massiva de veículos importados e defendendo maior previsibilidade regulatória e simetria para as fabricantes que atuam no país.