Governo renova isenção de impostos para importação de carros elétricos
Medida permite importação de US$ 463 milhões em elétricos sem impostos por seis meses, visando preços menores e o fomento à produção local.
Pontos principais
- A isenção fiscal contempla veículos semimontados (SKD) e desmontados (CKD) com teto de US$ 463 milhões por seis meses.
- O governo mantém o cronograma de elevação gradual das tarifas de importação para 35% para elétricos e híbridos.
- A Anfavea critica a falta de diálogo e alerta para riscos aos R$ 140 bilhões em investimentos previstos até 2033.
- Analistas financeiros apontam que a medida pode pressionar o valor residual de frotas de locadoras listadas na B3.
- O volume da cota equivale a cerca de 30 mil veículos, montante considerado limitado frente às vendas atuais.
- O Ministério do Desenvolvimento afirma que a decisão busca equilibrar o mercado e incentivar a instalação de montadoras.
- Montadoras em São Paulo e na Bahia já iniciaram a produção de veículos híbridos e híbridos flex no Brasil.
O governo federal anunciou a renovação, por seis meses, da cota de importação de veículos elétricos semimontados e desmontados com isenção de impostos, a partir de 1º de julho de 2026. A medida, que limita o volume de importação a US$ 463 milhões, é defendida pelo Ministério do Desenvolvimento como uma estratégia para reduzir preços ao consumidor e promover a descarbonização da frota. Segundo o ministro Márcio Elias Rosa, a decisão busca equilibrar o mercado e fomentar a instalação de novas montadoras no país, mantendo o cronograma de aumento das tarifas de importação para 35% para veículos elétricos e híbridos.
Contudo, a decisão gerou forte reação da Anfavea, que argumenta que a medida foi tomada sem consulta ao setor e prejudica a competitividade da indústria nacional e de empresas de autopeças. No mercado financeiro, a prorrogação trouxe preocupações para analistas, que veem potencial pressão negativa sobre o valor residual de veículos usados das locadoras listadas na B3. Apesar do receio do setor, especialistas ponderam que o impacto prático pode ser limitado, uma vez que a cota autorizada equivale a aproximadamente 30 mil unidades, volume inferior ao ritmo atual de vendas das fabricantes asiáticas no Brasil. O cenário ocorre enquanto montadoras em São Paulo e na Bahia já iniciam a produção local de modelos híbridos e híbridos flex.
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