PF investiga uso de 'laranja' em negócios ligados a Jaques Wagner
Operação Compliance Zero apura se ex-metalúrgico ocultou movimentações financeiras em imóvel de R$ 2,45 milhões destinado ao senador.
Pontos principais
- A Polícia Federal investiga o uso de Luiz Antônio Lombardi como pessoa interposta para ocultar proprietários de empresas com R$ 56 milhões em capital.
- O esquema estaria vinculado à compra de um apartamento de luxo em Salvador, supostamente destinado ao senador Jaques Wagner.
- Empresas como Epitome S.A., Rubicão S.A. e Pegasus compõem a rede de companhias sob análise das autoridades.
- O advogado Daniel Monteiro é apontado como o responsável pela estruturação técnica e patrimonial das operações financeiras.
- Jaques Wagner admite ter solicitado auxílio para a transação imobiliária, mas nega irregularidades ou contrapartidas políticas.
A Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, investiga a utilização de um ex-metalúrgico como figura central para ocultar os reais beneficiários de empresas que movimentam cerca de R$ 56 milhões. O foco das apurações recai sobre a aquisição de um imóvel de R$ 2,45 milhões em Salvador, que teria como destinatário final o senador Jaques Wagner. A estrutura, supostamente organizada pelo advogado Daniel Monteiro, envolve companhias como Epitome S.A., Rubicão S.A. e Pegasus. O caso ganha relevância ao questionar a origem dos recursos e a transparência na gestão patrimonial ligada a figuras políticas. Embora o senador tenha confirmado que pediu ajuda para a compra do apartamento, ele nega qualquer prática ilícita. As defesas dos investigados sustentam que todas as empresas operam dentro da legalidade e refutam a existência de qualquer esquema de ocultação de bens.
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