BofA questiona fim do ciclo de cortes da Selic após queda do petróleo
Queda nos preços do petróleo e indicadores econômicos recentes levantam dúvidas sobre a trajetória da taxa básica de juros brasileira.
Pontos principais
- O Bank of America aponta que a queda do petróleo e dados de inflação e emprego abaixo do esperado pressionam as projeções de juros.
- O cenário base do banco mantém a Selic em 14,25% até o final de 2026.
- A instituição projeta uma retomada nos cortes da taxa apenas em 2027, com previsão de atingir 13,25% ao final daquele ano.
- Analistas do banco destacam que a volatilidade entre as reuniões do Copom dificulta a convicção nas projeções atuais.
- A flexibilização da política monetária a partir de 2027 depende da expectativa de ajustes fiscais pelo próximo governo.
O Bank of America (BofA) revisou suas perspectivas para a política monetária brasileira, indicando que a recente queda nos preços do petróleo, somada a indicadores de inflação e emprego abaixo do esperado, coloca em xeque a previsão de encerramento do ciclo de cortes da Selic. Embora o banco ainda considere a possibilidade de ajustes pontuais de 0,25 ponto percentual, o cenário base permanece com a taxa em 14,25% até o fim de 2026. O estrategista David Beker ressaltou que a alta volatilidade do noticiário econômico entre as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) tem tornado a projeção de juros um desafio constante para o mercado. Segundo a análise, uma trajetória de queda mais consistente só deve ser retomada em 2027, atingindo 13,25% ao final do ano e 12,25% em 2028, condicionado à implementação de ajustes fiscais pelo próximo governo.
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