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Estatais federais registram lucro recorde de R$ 169,4 bilhões em 2025

O lucro das estatais cresceu 38% em termos reais em 2025, atingindo R$ 169,4 bilhões, com destaque para Petrobras, BNDES e Banco do Brasil.

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Foto: G1 Política
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02/07 às 18:03 · atualizado há 2min

Pontos principais

  • O lucro líquido das 44 estatais federais alcançou R$ 169,4 bilhões em 2025, alta real de 38% ante 2024.
  • O lucro acumulado pelo setor no triênio 2023-2025 totalizou aproximadamente R$ 484 bilhões.
  • Petrobras, BNDES e Banco do Brasil concentraram 90,9% do resultado positivo.
  • Os Correios registraram prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões no mesmo período.
  • O governo federal arrecadou R$ 45,8 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.
  • O setor alcançou faturamento de R$ 1,4 trilhão e patrimônio líquido superior a R$ 1 trilhão.
  • Dados foram oficializados pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI) em relatório de desempenho.

As empresas estatais federais brasileiras encerraram 2025 com lucro líquido de R$ 169,4 bilhões, um crescimento real de 38% em relação a 2024, segundo dados oficiais do Ministério da Gestão e da Inovação (MGI). O desempenho consolidado das 44 companhias sob controle da União reforça uma tendência de alta, com o lucro acumulado no triênio 2023-2025 atingindo a marca de R$ 484 bilhões. O resultado anual foi sustentado majoritariamente pela Petrobras, que respondeu por 65% do total, acompanhada pelo BNDES e pelo Banco do Brasil. A solidez financeira do grupo permitiu ao governo federal arrecadar R$ 45,8 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio.

Em contraste com o desempenho positivo das gigantes do setor, os Correios enfrentaram um cenário crítico ao reportar um prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões. A estatal postal, que acumula 14 trimestres consecutivos de resultados negativos, atribui o déficit à queda nas receitas de encomendas internacionais e ao aumento de despesas com pessoal e precatórios. Para reverter o quadro, a empresa busca implementar medidas de contenção, como planos de demissão voluntária e a venda de ativos imobiliários, enquanto o governo monitora a sustentabilidade financeira das estatais deficitárias frente ao sucesso operacional das demais companhias do grupo.

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