A Petrobras (PETR4) anunciou um lucro líquido de R$ 110,6 bilhões em 2025, representando um crescimento de 198,9% em comparação com o ano anterior. Este resultado expressivo foi impulsionado pelo aumento da produção de óleo e gás, que atingiu 2,99 milhões de barris de óleo equivalente por dia, e pela melhoria da eficiência operacional, mesmo diante de uma queda de 14% no preço do petróleo tipo Brent crude oil. A companhia também projeta um cenário financeiro robusto para 2026, com expectativa de lucro líquido entre R$ 100 bilhões e R$ 125 bilhões, e prevê o pagamento de dividendos ordinários de US$ 1,6 bilhão (cerca de R$ 8,4 bilhões) para o próximo ano. O EBITDA ajustado da empresa atingiu R$ 244,3 bilhões em 2025, demonstrando a consistência da estratégia da Petrobras e a geração de R$ 200 bilhões em caixa operacional, conforme destacado pelo diretor financeiro Fernando Melgarejo.
No quarto trimestre de 2025, a Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 15,6 bilhões, revertendo o prejuízo observado no trimestre anterior e representando um crescimento de 52,3% comparado ao trimestre anterior. No entanto, este valor ficou abaixo das expectativas dos analistas da LSEG, que estimavam R$ 19,2 bilhões para o período. As exportações de petróleo atingiram um recorde anual em 2025, com média de 765 mil barris por dia, e um recorde no quarto trimestre com 999 mil barris por dia, destacando a China como principal destino. A empresa investiu R$ 112,9 bilhões em 2025, com a maior parte destinada à exploração e produção, e propôs a distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos referentes ao último trimestre do ano, além de ter pago R$ 277,6 bilhões em tributos e distribuído R$ 45,2 bilhões em proventos aos acionistas em 2025.
Contudo, apesar das projeções otimistas e do resultado positivo anual, o Ebitda da Petrobras no último trimestre de 2025 deve apresentar uma queda sequencial. Isso se deve à baixa no preço do Brent, que atingiu US$ 63 por barril, e ao aumento do capex e dos desembolsos relacionados a leilões do pré-sal, como os investimentos em Mero e Atapu e o acordo de individualização da produção de Jubarte. Esses fatores podem impactar a geração de caixa da empresa e, consequentemente, limitar a distribuição de dividendos, apesar do bom desempenho operacional geral.
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