Déficit de estatais federais atinge recorde de R$ 5,9 bilhões
O rombo nas contas das estatais federais até abril de 2026 superou o resultado negativo de todo o ano anterior, marcando um recorde histórico.
Pontos principais
- O déficit acumulado de R$ 5,93 bilhões é o pior resultado para o primeiro quadrimestre desde o início da série histórica em 2002.
- Os Correios registraram um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, sendo o principal fator de pressão nas contas públicas.
- O governo federal prevê que as estatais continuarão operando no vermelho até 2030, conforme indicado no PLDO de 2027.
- Para tentar reverter a crise, os Correios foram autorizados a expandir sua atuação para os setores de seguros e telefonia.
- O Executivo planeja realizar novos aportes do Tesouro Nacional na estatal postal até 2027 para assegurar sua operação.
As estatais federais brasileiras registraram um déficit recorde de R$ 5,93 bilhões nos primeiros quatro meses de 2026, superando o saldo negativo acumulado durante todo o ano de 2025. O dado, extraído da série histórica do Banco Central iniciada em 2002, reflete uma deterioração acentuada nas contas dessas empresas. A crise é impulsionada majoritariamente pelo desempenho financeiro dos Correios, que acumularam um prejuízo de R$ 8,5 bilhões no ano passado. Diante do cenário, o governo federal projeta no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 que as estatais devem permanecer deficitárias até 2030. Para mitigar o impacto fiscal, a gestão autorizou a diversificação das atividades dos Correios, que agora podem explorar mercados como seguros e telefonia, além de prever aportes contínuos do Tesouro Nacional para garantir a sustentabilidade da estatal nos próximos anos.
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