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Lucro do BNDES cresce 17% e atinge R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre

O BNDES registrou lucro de R$ 3,1 bilhões no 1º tri de 2026, com alta de 17% e ativos que se aproximam da marca histórica de R$ 1 trilhão.

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Foto: InfoMoney
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12/05 às 12:37 · atualizado 15:31

Pontos principais

  • O lucro líquido recorrente do BNDES alcançou R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 17% ante 2025.
  • Os ativos totais da instituição chegaram a R$ 995 bilhões, o maior valor nominal da história do banco.
  • Os desembolsos cresceram 44%, enquanto as aprovações de crédito subiram 37%, totalizando R$ 45,7 bilhões.
  • O apoio a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) totalizou R$ 49,8 bilhões, com salto de 120% nas aprovações para o setor.
  • A inadimplência manteve-se em patamar historicamente baixo de 0,046%, enquanto o Índice de Basileia atingiu 24,1%.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reportou um lucro líquido recorrente de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, conforme balanço oficial. O resultado representa um avanço de 17% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionado por um aumento de 44% nos desembolsos e uma alta de 37% nas aprovações de crédito, que somaram R$ 45,7 bilhões. Os ativos totais da instituição atingiram o recorde de R$ 995 bilhões, refletindo a robustez da operação sob a gestão atual, que tem destacado a confiança do setor produtivo no banco.

A solidez financeira é corroborada por indicadores de risco controlados, com a inadimplência em 0,046% e um Índice de Basileia de 24,1%. O período também foi marcado por uma estratégia agressiva de fomento às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), segmento que registrou um salto de 120% nas aprovações de crédito, totalizando R$ 49,8 bilhões em apoio. Esse desempenho reforça o papel estratégico da instituição no financiamento de setores como indústria, infraestrutura e agropecuária, mantendo a trajetória de crescimento consistente da carteira de crédito.

Fonte primária

BNDES (Agência BNDES de Notícias)

BNDES tem lucro de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre, alta de 17% frente a 2025

Release oficial de 12/05/2026, divulgado em coletiva em São Paulo com o presidente Aloizio Mercadante e os diretores Alexandre Abreu, Nelson Barbosa, Tereza Campello, Maria Fernanda Coelho e Jean Uema. O BNDES registrou lucro líquido recorrente de R$ 3,1 bilhões no 1T26, alta de 17% sobre o 1T25. Em 12 meses encerrados em março, o lucro recorrente somou R$ 15,6 bilhões — o maior da história, +22% frente a 2022 (R$ 12,5 bi). Ativos totais do Sistema BNDES alcançaram R$ 995 bilhões em 31/03/2026, +R$ 32,2 bi (3,3%) sobre dez/25 e +45% sobre 2022 (R$ 684 bi), puxados pela valorização da carteira de participações (+R$ 23,9 bi) e pela carteira de crédito expandida (+R$ 14,7 bi). Carteira de crédito expandida em R$ 678 bilhões (+14% vs 2025, maior patamar desde 2016); carteira de participações em R$ 110,3 bilhões (+27,7% sobre dez/25), com Petrobras, JBS, Axia Energia (Eletrobras) e Copel como principais investidas. Patrimônio Líquido alcançou recorde de R$ 192 bilhões (+R$ 19,7 bi no trimestre), refletindo lucro líquido (incluindo venda de ações) de R$ 3,9 bi e ajuste positivo a valor de mercado de R$ 15,8 bi. Índice de Basileia em 24,1% (vs mínimo regulatório de 10,5%). No operacional, aprovações somaram R$ 45,7 bi (+37% vs 1T25, +254% vs 2022); desembolsos, R$ 36,2 bi (+44% e +145%); consultas, R$ 84,4 bi (+65% e +490%). Por setor, alta de 67% na indústria (R$ 8 bi), 51% em infraestrutura (R$ 13,4 bi) e 40% em agropecuária (R$ 9,1 bi). Aprovações para MPMEs alcançaram R$ 29 bi (+120% vs 1T25); somadas a garantias de fundos garantidores (R$ 20,8 bi), o apoio total a MPMEs chegou a R$ 49,8 bi (+44%). A inadimplência (90 dias) ficou em 0,046%, ante 4,33% do SFN e 0,60% para grandes empresas. No funding, FAT representou R$ 489 bi (51,4% dos passivos onerosos); dívidas com Tesouro e mercado doméstico (LCA/LCD) em R$ 36 bi e R$ 28 bi; captações externas em R$ 44 bi (+9,6% no trimestre), com novos desembolsos do BID (R$ 2,7 bi), Jica (R$ 1,3 bi), CAF (R$ 1,0 bi) e Jbic (R$ 1,0 bi). Mercadante: 'estamos chegando com 1 trilhão de ativos, a inadimplência de longe a menor do mercado e o lucro recorrente (...) recorde histórico'.

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