Sobreviventes criticam lentidão e falta de coordenação em resgates na Venezuela
Mortes chegam a 1.943 após terremotos, enquanto voluntários denunciam falhas na resposta oficial e má conduta de militares na gestão da crise humanitária.
Pontos principais
- O número oficial de mortos atingiu 1.943, com estimativa de 50 mil desaparecidos após tremores de magnitude 7,2 e 7,5.
- A comunidade internacional mobilizou mais de 40 equipes de resgate e 2 mil profissionais para auxiliar nas operações locais.
- O Programa Mundial de Alimentos solicitou 50 milhões de dólares em ajuda emergencial para atender 500 mil pessoas afetadas.
- A Marinha dos EUA reativou o porto de La Guaira para facilitar a logística de suprimentos humanitários em meio à escassez.
- A OMS alerta para o risco de epidemias devido à pressão sobre o sistema de saúde e à falta de saneamento básico.
- Cidadãos venezuelanos lideram resgates por conta própria devido à escassez de equipamentos pesados e lentidão governamental.
- Relatos de voluntários apontam que militares e policiais estariam bloqueando ajuda e saqueando doações, o que o governo nega como desinformação.
Uma semana após os terremotos que devastaram a Venezuela, a situação em áreas como La Guaira e Caracas permanece crítica. Com o número oficial de mortos em 1.943 e estimativas de 50 mil desaparecidos, a população expressa crescente indignação com a condução das operações de resgate. Enquanto o governo optou pela militarização das zonas afetadas, voluntários locais assumiram a linha de frente das buscas, denunciando a inatividade de maquinário pesado e a resposta inadequada das autoridades. A crise ocorre em um momento de instabilidade política sob a gestão da presidente interina Delcy Rodríguez, com denúncias graves de que membros das Forças Armadas estariam bloqueando a entrada de ajuda e se apropriando de doações, acusações que o governo classifica como manipulação.
Para enfrentar o cenário, a comunidade internacional intensificou o apoio, mobilizando mais de 40 equipes de resgate e 2 mil profissionais. A Marinha dos EUA reativou o porto de La Guaira para viabilizar a entrada de suprimentos, enquanto o Programa Mundial de Alimentos solicitou 50 milhões de dólares para socorrer 500 mil pessoas. Paralelamente, a OMS emitiu um alerta sobre o risco iminente de epidemias, dado que o sistema de saúde local enfrenta dificuldades extremas para operar em meio à destruição da infraestrutura de saneamento e à desconfiança crescente da população em relação à gestão oficial da crise.
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