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Mortes por terremotos na Venezuela chegam a 1.943

Equipes de resgate já salvaram mais de 6,6 mil pessoas, enquanto o número de mortos permanece em 1.943 e as buscas por desaparecidos continuam.

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Foto: G1 Mundo
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30/06 às 10:45 · atualizado 20:31

Pontos principais

  • O número de mortos pelos sismos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiu 1.943 pessoas, com 10.571 feridos confirmados.
  • Operações de resgate já localizaram mais de 6.640 sobreviventes sob os escombros após seis dias de buscas.
  • Cerca de 26 mil profissionais locais e 51 delegações internacionais atuam na operação de salvamento.
  • A ONU estima que 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas, enquanto a OIM projeta 6 milhões de afetados.
  • A destruição atingiu cerca de 59 mil edifícios, comprometendo severamente a infraestrutura nacional.
  • Militares americanos auxiliam na reativação do porto de La Guaira para agilizar a chegada de ajuda humanitária.
  • Equipes brasileiras seguem mobilizadas e já retiraram 13 cidadãos nacionais da região atingida.

As operações de busca e salvamento na Venezuela avançam nesta terça-feira, 30 de junho de 2026, com um esforço internacional sem precedentes. Embora o balanço oficial de mortos tenha se estabilizado em 1.943, as equipes de resgate alcançaram a marca de 6.640 sobreviventes retirados com vida dos escombros. Um dos casos mais recentes e emblemáticos foi o salvamento de uma criança de três anos em La Guaira, após seis dias soterrada. Atualmente, cerca de 26 mil profissionais locais e 51 delegações estrangeiras, incluindo socorristas brasileiros, mantêm o trabalho ininterrupto, apesar das autoridades alertarem que as chances de encontrar sobreviventes diminuem drasticamente com o passar do tempo.

O cenário permanece crítico, com estimativas baseadas em dados da Nasa indicando que cerca de 59 mil edifícios foram danificados ou destruídos. Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 6 milhões de pessoas foram afetadas pelo desastre. Diante da magnitude da crise, agências da ONU emitiram alertas sobre o colapso dos serviços básicos e o risco iminente de surtos de doenças entre os milhões de desabrigados. A situação é agravada pela ocorrência de novos tremores de menor magnitude, registrados recentemente na região de Caraballeda, que dificultam a estabilização das estruturas remanescentes.

Para mitigar a escassez de suprimentos, o governo venezuelano militarizou a região de La Guaira, onde militares americanos colaboram na reativação do porto local para agilizar a logística de ajuda humanitária internacional. O governo brasileiro reafirmou a manutenção do apoio ao país vizinho enquanto as buscas por cerca de 50 mil desaparecidos prosseguem. O foco das autoridades locais e das missões estrangeiras agora se divide entre a localização de sobreviventes sob os escombros e a contenção de riscos sanitários em larga escala, visando garantir a distribuição organizada de recursos essenciais para a população afetada.

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