Daily Journal
Urgente
Daily Journal

Terremotos na Venezuela deixam 235 mortos e mobilizam ajuda internacional

O número de mortos após os sismos na Venezuela subiu para 235, com autoridades temendo um aumento no total enquanto os EUA enviam ajuda militar.

Daily Journal
Foto: G1 Mundo
||
25/06 às 18:15 · atualizado 28/06 às 09:08

Pontos principais

  • Dois sismos de magnitudes 7.2 e 7.5 atingiram o norte da Venezuela na última quarta-feira.
  • O Ministério da Saúde confirmou 235 mortes, mas autoridades alertam que o número final pode chegar a milhares.
  • O estado de La Guaira foi declarado zona de desastre devido à severidade dos danos estruturais.
  • A presidente interina Delcy Rodriguez decretou estado de emergência nacional para agilizar a resposta.
  • O Brasil enviou uma missão da FAB com 36 bombeiros e nove toneladas de equipamentos de resgate.
  • O Comando Sul dos EUA (Southcom) lidera a assistência internacional, com o major-general Kevin Jarrard coordenando as operações em Caracas.
  • Países que haviam rompido relações diplomáticas com Caracas ofereceram assistência humanitária imediata.
  • Estimativas independentes indicam que quase 40 mil pessoas estão sendo procuradas por familiares.
  • A economia local enfrenta dificuldades adicionais para financiar a reconstrução após o desastre mais letal do país em um século.
  • O sistema de saúde venezuelano opera sob pressão extrema para atender o alto número de feridos em meio à infraestrutura severamente danificada.

O norte da Venezuela foi atingido por um raro terremoto duplo na última quarta-feira, com magnitudes de 7.2 e 7.5, resultando na maior tragédia natural do país em mais de um século. O Ministério da Saúde atualizou o balanço oficial para 235 mortes, embora autoridades locais e observadores internacionais alertem que o número de vítimas fatais possa chegar a milhares, dado o volume de pessoas desaparecidas e a extensão dos danos. O estado de La Guaira foi oficialmente declarado zona de desastre, e equipes de socorro concentram esforços em áreas severamente afetadas, incluindo a capital, Caracas, onde a infraestrutura urbana sofreu danos significativos.

Em meio ao caos, a população busca refúgio enquanto equipes de resgate trabalham ininterruptamente. A operação enfrenta dificuldades extremas devido à falta de maquinário pesado e à fragilidade do sistema de saúde local, que opera sob pressão extrema para atender o alto número de feridos. A presidente em exercício, Delcy Rodríguez, reforçou que o foco imediato do governo é o resgate de sobreviventes sob os escombros, priorizando a logística de distribuição de suprimentos médicos e alimentos básicos para as áreas mais isoladas.

A gravidade da situação provocou uma mobilização diplomática incomum na região. Além do Brasil, que enviou uma missão humanitária da Força Aérea Brasileira (FAB) com bombeiros e equipamentos especializados, os Estados Unidos intensificaram sua presença no terreno. O Comando Sul dos EUA (Southcom) assumiu um papel central na coordenação da assistência internacional, com o major-general Kevin Jarrard, do Corpo de Fuzileiros Navais, chegando a Caracas para alinhar as operações de socorro em colaboração com as equipes locais. Esta cooperação representa uma mudança temporária na postura regional, priorizando o suporte técnico e humanitário para mitigar os danos estruturais.

No terreno, o desespero aumenta conforme o tempo passa. A economia venezuelana, já fragilizada antes do evento, enfrenta agora desafios adicionais para financiar a reconstrução. Relatos descrevem um cenário de destruição onde as equipes de resgate forçam o uso de métodos manuais para localizar sobreviventes. Paralelamente, sites independentes apontam que quase 40 mil pessoas estão sendo procuradas por familiares, um dado que reflete a dimensão da incerteza e do caos que ainda domina as regiões atingidas enquanto as operações de busca seguem em curso.

Comentários

Carregando comentários...