PF investiga aliados de Sóstenes Cavalcante por fraude e lavagem
A Polícia Federal aponta que R$ 468 mil apreendidos com o deputado podem ser fruto de desvios de cota parlamentar via notas fiscais fictícias.
Pontos principais
- A PF investiga a suspeita de que uma escritura de imóvel foi forjada para justificar R$ 470 mil apreendidos com o deputado.
- A terceira fase da Operação Rent a Car aponta que o montante pode ter origem em desvios de cota parlamentar via locadoras de veículos.
- Investigadores encontraram etiquetas vinculadas a empresas suspeitas no dinheiro apreendido, que estava escondido em um guarda-roupa.
- Relatórios da PF indicam incompatibilidade financeira do suposto comprador do imóvel, que movimentou valores acima de sua renda declarada.
- O deputado Sóstenes Cavalcante nega irregularidades e sustenta que o montante é fruto da venda de um imóvel.
- A polícia apura o possível repasse de R$ 15 milhões sacados por empresas de fachada envolvidas no esquema para o parlamentar.
- As ações, autorizadas pelo ministro Flávio Dino, ocorrem em Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal.
A Polícia Federal aprofundou as investigações que apuram irregularidades envolvendo o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). A apuração central foca na origem de R$ 468,7 mil em espécie apreendidos com o parlamentar. A PF contesta a versão do deputado, que alega ter obtido o valor com a venda de um imóvel, apontando que o suposto comprador movimentou quantias incompatíveis com sua renda declarada e que não há lastro bancário para a transação. Além disso, etiquetas vinculadas a empresas investigadas foram encontradas junto ao dinheiro, reforçando a suspeita de que os recursos sejam provenientes de um esquema de lavagem de dinheiro.
Paralelamente, a terceira fase da Operação Rent a Car investiga a emissão de notas fiscais fictícias por locadoras de veículos que teriam recebido R$ 915 mil em verbas públicas. A corporação apura se o parlamentar foi beneficiário de um esquema mais amplo de desvio de cotas parlamentares por meio de empresas de fachada. Relatórios preliminares indicam o possível repasse de R$ 15 milhões sacados por essas empresas para o deputado, evidenciando uma complexa rede de movimentações financeiras, saques em espécie e opacidade patrimonial.
Diante das inconsistências financeiras, a corporação solicitou mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro Flávio Dino, do STF. As diligências seguem em curso em Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal para esclarecer a rede de lavagem de dinheiro e o uso indevido de verbas públicas. O parlamentar segue negando qualquer prática ilícita, enquanto a PF continua analisando os documentos e valores apreendidos para mapear a extensão da organização criminosa.
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