PF amplia investigação sobre desvios de cota parlamentar
A Polícia Federal investiga o uso de verba pública para fins pessoais e desvios em contratos de locação de veículos envolvendo parlamentares.
Pontos principais
- A operação Galho Fraco II apura desvios de R$ 915 mil na Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar.
- Investigadores apontam o uso de uma locadora de veículos para a emissão de notas fiscais fictícias.
- A PF suspeita que o deputado Sóstenes Cavalcante usou verba da Câmara para pagar o aluguel de um carro usado por sua filha.
- Relatório enviado ao STF indica que o veículo foi entregue na residência do parlamentar em março de 2024.
- Agentes cumpriram mandados no DF, Goiás e Minas Gerais, encontrando dinheiro em espécie ocultado em um livro falso.
- A PF investiga a origem de R$ 468,7 mil apreendidos com Sóstenes Cavalcante em dezembro de 2025.
- O deputado nega irregularidades e afirma que o dinheiro apreendido é fruto da venda de um imóvel.
A Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Galho Fraco II, para desarticular um esquema de desvio de recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). A investigação apura crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Entre as novas suspeitas, a PF aponta que o deputado Sóstenes Cavalcante teria utilizado verba pública para custear o aluguel de um veículo Corolla Cross, entregue em sua residência em março de 2024, para uso de sua filha. O caso integra um conjunto de apurações que já miravam o parlamentar e o deputado Carlos Jordy por irregularidades em contratos de locação.
Durante as diligências, que incluíram mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais, a polícia localizou dinheiro em espécie ocultado em um livro falso na casa de um advogado. A PF também questiona a origem de R$ 468,7 mil apreendidos com Sóstenes Cavalcante em dezembro de 2025. Embora o parlamentar sustente que os valores são provenientes da venda de um imóvel, os investigadores apontam contradições e uma complexa movimentação financeira envolvendo empresas de construção para justificar o montante. As autoridades buscam agora esclarecer a participação de terceiros na ocultação de provas e na simulação de negócios para encobrir o uso indevido de verbas parlamentares.
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