Brasil critica novas restrições da União Europeia ao aço
Governo brasileiro contesta redução de cotas e aumento de tarifas sobre o aço, exigindo compensações comerciais da União Europeia.
Pontos principais
- União Europeia reduziu em 47% o volume de aço importado isento de tarifas.
- Tarifas sobre o excedente das cotas subiram de 25% para 50% em 26 categorias.
- Brasil classificou a medida como unilateral e ineficaz contra o excesso de capacidade global.
- Comissão Europeia justifica a decisão como proteção contra dumping e sobreoferta.
O governo brasileiro manifestou forte oposição às recentes restrições impostas pela União Europeia às importações de aço. A medida estabelece um novo limite de 18,3 milhões de toneladas anuais para produtos isentos de tarifas, representando um corte de 47% no volume anterior. Além disso, a taxação sobre o excedente das cotas dobrou, passando de 25% para 50% em 26 categorias siderúrgicas. O Brasil argumenta que a decisão é unilateral e não resolve os problemas estruturais de sobreoferta global, cobrando compensações comerciais pelo impacto direto no setor.
A Comissão Europeia, por sua vez, defende que as restrições são necessárias para salvaguardar a indústria local contra práticas de dumping e o desequilíbrio do mercado internacional. Sem um consenso sobre as compensações, o Brasil tem defendido que a questão seja tratada por meio de soluções multilaterais em fóruns internacionais, mantendo a tensão comercial entre os blocos.
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