As relações internacionais do Brasil no início de 2026 são marcadas por um intenso diálogo do presidente Lula com chefes de Estado globais, defendendo o multilateralismo e o protagonismo do país em debates sobre paz, segurança e comércio. Em um cenário de instabilidade geopolítica, o Brasil busca ampliar parcerias comerciais e tecnológicas, com foco em minerais críticos, terras raras e segurança da inteligência artificial, especialmente com nações asiáticas. A postura brasileira visa a mediação e a defesa do direito internacional, mesmo diante de tensões e ameaças tarifárias.
As relações internacionais do Brasil, especialmente no início de 2026, são marcadas por um intenso diálogo com chefes de Estado globais, em um cenário de instabilidade geopolítica. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido o multilateralismo e buscado ampliar o protagonismo do país em debates sobre paz, segurança e comércio internacional. O Brasil tem se posicionado na defesa da soberania dos países e do direito internacional, mesmo diante de tensões e ameaças tarifárias. Além disso, o país tem focado na expansão de parcerias comerciais e tecnológicas, com destaque para a busca por acordos em minerais críticos, terras raras e segurança no uso da inteligência artificial (IA), especialmente com nações asiáticas.
Contexto histórico e desenvolvimento
O início de 2026 foi caracterizado por uma série de instabilidades no cenário geopolítico global, incluindo tensões na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, a proposta do Conselho da Paz de Donald Trump e a disputa pela Groenlândia. Em resposta a esse cenário, o presidente Lula intensificou os diálogos com líderes internacionais, realizando conversas com 14 chefes de Estado em janeiro. Os temas centrais dessas discussões incluíram o acordo Mercosul-União Europeia, a proposta do Conselho da Paz e a situação na Venezuela. O Brasil, sob a liderança de Lula, tem buscado uma postura de mediação e defesa do direito internacional, como demonstrado pela condenação da ação militar dos EUA na Venezuela e pela proposta de limitar o Conselho da Paz à Faixa de Gaza, incluindo um assento para a Palestina.
Em fevereiro de 2026, o foco se expandiu para a Ásia, com Lula realizando visitas oficiais à Índia e à Coreia do Sul. Nessas ocasiões, a agenda incluiu discussões sobre minerais críticos e terras raras, elementos essenciais para a transição energética, e a segurança no uso da inteligência artificial (IA). O Brasil participou de um evento global de alto nível sobre IA em Nova Délhi, buscando fontes de recursos para a democratização da tecnologia e seu uso para empoderamento e desenvolvimento social. A visita à Índia também visou avançar no acordo comercial preferencial entre o Mercosul e a Índia e fortalecer colaborações em setores como o aeroespacial. Na Coreia do Sul, o objetivo foi ampliar o comércio bilateral e estabelecer um plano de ações para alavancar negócios em diversas áreas, incluindo agricultura, aviação, saúde e tecnologia.
Linha do tempo
03/01/2026: Captura de Nicolás Maduro pelos EUA.
08/01/2026: Lula conversa com Gustavo Petro (Colômbia), Mark Carney (Canadá), Claudia Sheinbaum (México).
09/01/2026: Lula conversa com Pedro Sanchez (Espanha).
13/01/2026: Lula conversa com Luís Montenegro (Portugal).
14/01/2026: Lula conversa com Vladimir Putin (Rússia).
15/01/2026: Lula conversa com José Raul Mulino (Panamá).
21/01/2026: Lula conversa com Recep Tayyip Erdoğan (Turquia).
22/01/2026: Lula conversa com Narendra Modi (Índia), Mahmoud Abbas (Autoridade Nacional Palestina), Xi Jinping (China).
26/01/2026: Lula conversa com Donald Trump (EUA).
27/01/2026: Lula conversa com Emmanuel Macron (França), Gabriel Boric (Chile).
17-21/02/2026: Lula realiza visita oficial à Índia, participando de evento sobre IA, encontrando-se com Narendra Modi e Droupadi Murmu, e assinando parcerias sobre minerais críticos e terras raras. Inauguração do escritório da ApexBrasil na Índia.
22-24/02/2026: Lula realiza visita oficial à Coreia do Sul, reunindo-se com o presidente Lee Jae Myung e CEOs de empresas para ampliar o comércio e assinar plano de ações.
Março de 2026 (previsto): Encontro entre Lula e Trump em Washington.
Principais atores
Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil): Presidente do Brasil, defensor do multilateralismo e do direito internacional, com foco na expansão de parcerias comerciais e tecnológicas.
Donald Trump (Estados Unidos): Presidente dos EUA, proponente do Conselho da Paz e interessado na anexação da Groenlândia.
Gustavo Petro (Colômbia): Chefe de Estado com quem Lula dialogou.
Mark Carney (Canadá): Chefe de Estado com quem Lula dialogou.
Claudia Sheinbaum (México): Chefe de Estado com quem Lula dialogou.
Pedro Sanchez (Espanha): Chefe de Estado com quem Lula dialogou.
Luís Montenegro (Portugal): Chefe de Estado com quem Lula dialogou.
Vladimir Putin (Rússia): Chefe de Estado com quem Lula dialogou.
José Raul Mulino (Panamá): Chefe de Estado com quem Lula dialogou.
Recep Tayyip Erdoğan (Turquia): Chefe de Estado com quem Lula dialogou.
Narendra Modi (Índia): Primeiro-ministro da Índia, com quem Lula se encontrou e participou de evento sobre IA.
Droupadi Murmu (Índia): Presidente da Índia, que ofereceu almoço em homenagem a Lula.
Mahmoud Abbas (Autoridade Nacional Palestina): Chefe de Estado com quem Lula dialogou.
Xi Jinping (China): Chefe de Estado com quem Lula dialogou.
Emmanuel Macron (França): Chefe de Estado com quem Lula dialogou.
Gabriel Boric (Chile): Chefe de Estado com quem Lula dialogou.
Lee Jae Myung (Coreia do Sul): Presidente da Coreia do Sul, com quem Lula se reuniu para ampliar o comércio.
Nicolás Maduro (Venezuela): Ex-presidente da Venezuela, capturado pelos EUA.
Delcy Rodríguez (Venezuela): Assumiu a liderança da Venezuela após a destituição de Maduro.
José Kast (Chile): Presidente eleito do Chile, encontrou-se com Lula.
Eugênio Vargas Garcia: Diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia, Inovação e Propriedade Intelectual do Itamaraty.
Susan Kleebank: Secretária do Itamaraty para assuntos relacionados à Ásia e ao Pacífico.
Mercosul: Bloco econômico sul-americano.
União Europeia: Bloco econômico europeu.
ApexBrasil: Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, que inaugurou escritório na Índia.
Adani Defense & Aerospace: Empresa indiana do setor aeroespacial, com potencial de colaboração com a Embraer.
Termos importantes
Multilateralismo: Abordagem nas relações internacionais que envolve a cooperação de múltiplos países para resolver problemas comuns, em contraste com ações unilaterais.
Conselho da Paz: Proposta de organismo internacional de resolução de conflitos apresentada por Donald Trump, com mandato vitalício para o proponente e estrutura que gerou preocupações sobre enfraquecimento do sistema multilateral.
Faixa de Gaza: Território palestino, foco inicial da proposta do Conselho da Paz de Trump e onde Lula propôs limitar a atuação do conselho.
Groenlândia: Território autônomo da Dinamarca, alvo de interesse estratégico e intenção de anexação por parte dos EUA devido a recursos e localização geopolítica.
Tarifaço: Ameaças de tarifas comerciais impostas pelos EUA, que geraram tensões internacionais e foram tema de diálogo entre Lula e Trump.
Soberania: Princípio de que cada Estado tem o direito de governar a si mesmo sem interferência externa.
Direito Internacional: Conjunto de regras e princípios que regem as relações entre Estados e outras entidades internacionais.
Minerais Críticos e Terras Raras: Elementos relevantes para a transição energética e tecnológica, foco de acordos e parcerias internacionais do Brasil.
Inteligência Artificial (IA): Tecnologia em ascensão, tema de discussões sobre segurança, democratização e uso para desenvolvimento social em eventos internacionais.