Reino Unido altera restrições à importação de aço após pressão industrial
Governo revisa salvaguardas contra aço chinês, mas construtoras alertam que aumento de tarifas elevará custos de moradias e afetará novos projetos.
Pontos principais
- O governo britânico reduziu pela metade as cotas de importação de aço isentas de tarifas a partir de 1º de julho.
- A medida visa conter o impacto do excesso de oferta de aço barato proveniente da China no mercado interno.
- Importações que excederem a nova cota estarão sujeitas a taxas dobradas, gerando preocupação na indústria.
- Construtoras alertam que o aumento nos custos de insumos deve pressionar os preços finais de novas moradias.
- O setor da construção civil considera as medidas de mitigação governamentais insuficientes para evitar impactos financeiros severos.
O governo do Reino Unido anunciou uma revisão nas medidas de salvaguarda para a importação de aço, reduzindo pela metade as cotas isentas de tarifas. A decisão, que entrará em vigor em 1º de julho, visa proteger a siderurgia local do excesso de oferta de metal barato proveniente da China, alinhando a estratégia britânica a limites similares adotados pela União Europeia. Importações que superarem os novos limites estarão sujeitas a taxas dobradas, uma medida que busca fortalecer a indústria nacional contra a volatilidade do mercado global.
Contudo, a decisão gerou reações imediatas da indústria da construção civil. Empresas do setor alertam que o aumento drástico das tarifas sobre o aço importado causará "ondas de choque" financeiras, ameaçando a viabilidade de projetos habitacionais. Segundo as construtoras, os novos custos são punitivos e devem ser repassados aos preços finais das moradias, gerando incerteza sobre o ritmo de novos empreendimentos no país. Embora o governo tenha tentado implementar medidas para suavizar o impacto da taxação, o setor considera as ações insuficientes para compensar a elevação dos custos de insumos básicos.
Comentários
Carregando comentários...
