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União Europeia dobra tarifas de aço e reduz importações em 47%

A União Europeia acordou em dobrar as tarifas sobre importações de aço excedentes para 50% e reduzir o volume importado em quase metade, visando proteger sua indústria siderúrgica.

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Foto: InfoMoney
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13/04 às 22:01 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • A União Europeia aumentará as tarifas sobre importações de aço excedentes para 50% e limitará as importações isentas a 18,3 milhões de toneladas métricas por ano.
  • A medida representa uma redução de 47% nas importações de aço em comparação com 2024, buscando proteger a indústria siderúrgica europeia.
  • As salvaguardas atuais, com tarifas de 25%, expiram em 30 de junho de 2026 e foram estabelecidas durante o primeiro mandato de Donald Trump.
  • A nova alíquota de 50% também se aplicará a produtos de aço fora do escopo das cotas.
  • O objetivo é permitir que a indústria siderúrgica da UE opere com 80% da capacidade, após ter perdido cerca de 100 mil empregos desde 2008.
  • Novas regras considerarão a origem do aço para evitar evasão fiscal e preveem a eliminação gradual das importações de aço da Rússia até setembro de 2028.

A União Europeia alcançou um acordo preliminar para dobrar as tarifas sobre importações de aço excedentes para 50% e reduzir o volume de importações em quase metade. A decisão visa proteger a indústria siderúrgica do bloco, que tem enfrentado desafios como a perda de cerca de 100 mil empregos desde 2008 e a operação com apenas 65% da capacidade.

As novas medidas, que substituem as salvaguardas atuais com tarifas de 25% que expiram em 30 de junho de 2026, limitarão as importações isentas a 18,3 milhões de toneladas métricas por ano, uma redução de 47% em relação a 2024. A nova alíquota de 50% também será aplicada a produtos de aço fora do escopo das cotas. Além disso, o acordo prevê a eliminação gradual das importações de aço da Rússia até setembro de 2028 e a consideração da origem do aço para evitar evasão fiscal, com o objetivo de permitir que a indústria europeia opere com 80% da capacidade. Uma revisão em seis meses avaliará a ampliação do escopo de produtos.

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