A UE cortou cotas de aço isento de tarifas e instituiu uma taxa de 50% para excedentes, alinhando-se a políticas protecionistas de EUA, Reino Unido e Canadá.
A União Europeia oficializou uma redução de 50% nas cotas de importação de aço isentas de tarifas, intensificando sua política protecionista para blindar o mercado interno contra o excesso de oferta global e a concorrência desleal. A partir desta quarta-feira, a estratégia ganha um componente rigoroso: qualquer volume de aço que exceder as cotas estabelecidas será taxado em 50%, dobrando os valores praticados anteriormente. A decisão reflete a preocupação do bloco com a competitividade de sua base industrial diante da volatilidade do mercado internacional de commodities e o influxo de produtos de baixo custo, especialmente da China.
Este movimento coloca a União Europeia em sintonia com medidas protecionistas adotadas recentemente por outras grandes economias, incluindo Estados Unidos, Reino Unido e Canadá, que também buscaram proteger suas indústrias siderúrgicas locais. Apesar do rigor das novas regras, o bloco manteve condições mais favoráveis para 12 nações parceiras que possuem acordos de livre comércio, cujas cotas sofreram uma redução menor, de apenas um terço. A iniciativa busca equilibrar a defesa de produtores locais com a manutenção de alianças comerciais fundamentais, garantindo que o setor siderúrgico europeu permaneça viável frente ao excesso de capacidade produtiva global.
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