Aliados de Trump articulam restrições a gestantes estrangeiras
Após derrota judicial sobre cidadania, governo busca conter o turismo de parto com novas medidas de controle migratório e investigações criminais.
Pontos principais
- Suprema Corte dos EUA considerou inconstitucional a ordem executiva de Trump que negava cidadania a filhos de não cidadãos.
- Departamento de Justiça orienta procuradores a usar leis de fraude de visto e lavagem de dinheiro contra redes de turismo de parto.
- Governo avalia exigir declaração de gravidez em pedidos de visto e proibir entrada de gestantes com base em segurança nacional.
- Estimativas apontam entre 20 mil e 26 mil nascimentos anuais de filhos de visitantes estrangeiros no país.
Após a Suprema Corte dos EUA declarar inconstitucional a tentativa do presidente Donald Trump de negar a cidadania automática a filhos de não cidadãos, o governo busca novas estratégias para limitar o acesso ao benefício. O foco atual recai sobre o combate ao turismo de parto, com o Departamento de Justiça orientando procuradores a investigar redes envolvidas na prática por meio de acusações de fraude de visto, lavagem de dinheiro e conspiração. Além das investigações criminais, a administração discute medidas administrativas mais rigorosas, como a exigência de que solicitantes de visto declarem se estão grávidas e a possibilidade de proibir a entrada de gestantes no país sob alegações de segurança nacional. Embora esses nascimentos representem uma parcela pequena dos registros anuais, o tema permanece central na agenda de imigração da gestão Trump, que reafirma seu compromisso em restringir o acesso à cidadania americana.
Comentários
Carregando comentários...
