Após derrota judicial sobre a 14ª Emenda, o presidente Donald Trump pressiona o Congresso por uma nova lei que restrinja a cidadania automática.
A Suprema Corte dos Estados Unidos reafirmou a validade da 14ª Emenda constitucional ao decidir, por 6 votos a 3, que o direito à cidadania automática por nascimento permanece inalterado. A decisão, que frustrou os esforços do presidente Donald Trump em alterar as regras via ordem executiva, consolidou o precedente de 1898. Em resposta, o presidente classificou o veredito como lamentável e instou o Congresso a aprovar uma nova legislação que restrinja o benefício a filhos de imigrantes, argumentando que uma lei simples seria suficiente para contornar o entendimento atual da Corte.
Embora a derrota judicial tenha sido um revés para a agenda do Executivo, a administração Trump mantém uma postura agressiva em outras frentes migratórias. Relatos indicam a intenção de abrir 250 processos de desnacionalização até outubro, além da implementação de barreiras burocráticas silenciosas que dificultam o acesso a direitos básicos. O cenário é agravado pela incerteza em torno do programa DACA e por decisões recentes do tribunal que facilitaram a rejeição de solicitantes de asilo e o encerramento de proteções humanitárias. Paralelamente, a Suprema Corte também se posicionou sobre temas como o financiamento de campanhas políticas e a proibição de mulheres trans em esportes femininos.
G1 Mundo • 30 jun, 13:39
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