Teerã contesta pacto de 1968 sobre rotas marítimas e exige liberação de ativos financeiros em negociações com o governo Trump.
O governo do Irã reafirmou sua intenção de ampliar a autoridade sobre o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, sinalizando a rejeição aos termos do pacto de 1968, que serviu como base para a gestão compartilhada das rotas com Omã por décadas. O vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, declarou que o país busca um novo arranjo para supervisionar a via, mas ressaltou a disposição para planos unilaterais caso a parceria não se concretize. Essa contestação jurídica e operacional eleva as preocupações sobre a estabilidade de uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo, em um momento de alta tensão geopolítica no Golfo Pérsico.
Além da soberania marítima, Teerã estabeleceu como prioridades para as negociações com Washington a liberação de US$ 6 bilhões em ativos financeiros retidos no Catar e a contestação da presença militar israelense no sul do Líbano. A movimentação ocorre antes de uma nova rodada de conversas diplomáticas destinada a formalizar o fim do conflito entre Teerã e Washington sob a administração do presidente Donald Trump. Embora ambos os países tenham registrado trocas de ataques militares recentes, as consultas seguem ativas, com o Irã mantendo uma postura rígida ao excluir seu programa de mísseis das discussões e condicionar avanços no tema nuclear a benefícios econômicos claros.
NYTimes World • 30 jun, 09:09
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