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Irã e Omã negociam taxas no Estreito de Ormuz sob críticas dos EUA

EUA classificam como ilegal a proposta de Irã e Omã para cobrar taxas de tráfego no Estreito de Ormuz, rota vital para o petróleo global.

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Foto: NYTimes World
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23/06 às 06:45 · atualizado 16:04

Pontos principais

  • Irã e Omã negociam um acordo formal para gerir o tráfego e instituir taxas de trânsito no Estreito de Ormuz.
  • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a cobrança de pedágio na via marítima viola o direito internacional.
  • A administração americana reforçou que o tráfego no estreito deve permanecer livre e sem restrições financeiras impostas por países.
  • Analistas observam que a iniciativa iraniana busca ampliar a influência geopolítica na região, apesar das tensões diplomáticas.

O governo do Irã, em parceria com Omã, iniciou tratativas para estabelecer um acordo formal sobre a administração e os custos de trânsito no Estreito de Ormuz. A proposta de implementar taxas para embarcações que utilizam a hidrovia, um dos pontos de estrangulamento mais críticos para o transporte global de energia, visa reduzir incertezas para armadores, mas enfrenta forte resistência internacional. A medida é interpretada por analistas como uma tentativa de Teerã de consolidar maior controle e influência geopolítica sobre a rota.

Em resposta, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, declarou que a cobrança de taxas é ilegal e viola o direito internacional. Segundo o governo americano, nenhum país possui autoridade para impor restrições financeiras ao tráfego marítimo em uma via de importância estratégica para o comércio mundial. A declaração eleva a tensão diplomática na região do Golfo Pérsico, enquanto o mercado monitora os possíveis impactos dessas diretrizes administrativas na estabilidade do fornecimento de petróleo e na segurança da navegação internacional.

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