O governo Trump, por meio de um relatório da Casa Branca, manifestou preocupação com o sistema de pagamentos instantâneos Pix, alegando que ele cria uma desvantagem para gigantes de cartão de crédito americanas como Visa e Mastercard. O Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026, do Escritório do Representante Comercial dos EUA, cita o Pix e outras práticas brasileiras que, segundo o governo americano, afetam a competitividade dos Estados Unidos. Além do Pix, o relatório aponta questões como mineração ilegal, leis trabalhistas, o PL dos Mercados Digitais e a regulamentação da LGPD no Brasil. Os EUA, inclusive, abriram uma investigação contra práticas comerciais brasileiras consideradas "desleais", incluindo o Pix, com especulações de favorecimento sobre o WhatsApp Pay.
Em resposta, o presidente Lula rechaçou as críticas, afirmando que o governo brasileiro não mudará o Pix, apesar do relatório. Lula defendeu a ferramenta como importante para a sociedade brasileira, mencionando a possibilidade de aprimorá-la para os brasileiros. O Ministério das Relações Exteriores também defendeu o Pix, destacando sua segurança e neutralidade, e que outros bancos centrais testam ferramentas similares. O presidente foi orientado por seu ministro de comunicação, Sidônio Palmeira, a abordar o tema em um evento na Bahia, citando o relatório de Trump.
Integrantes do governo brasileiro veem no embate com Trump uma oportunidade de crescimento eleitoral para Lula, que pode se beneficiar politicamente ao defender o Pix, uma ferramenta que democratizou o acesso ao sistema financeiro e revolucionou o comércio para pequenos empreendedores no Brasil. A militância petista tem explorado a situação, associando os ataques ao Pix ao candidato do PL, Flavio Bolsonaro. Ameaças anteriores de Trump ao Pix e tarifas comerciais já renderam dividendos políticos a Lula e prejudicaram a imagem de bolsonaristas, indicando que a insistência de Trump em pressionar por mudanças no Pix pode, novamente, beneficiar politicamente o presidente brasileiro.
G1 Política • 2 abr, 17:35
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