A federação aponta que a medida beneficia a BYD e prejudica a política industrial brasileira, gerando preocupações sobre a manutenção de empregos.
A Firjan manifestou forte oposição à recente decisão do governo federal de renovar as cotas de importação para veículos eletrificados sob os regimes CKD e SKD. Segundo a entidade, a medida favorece exclusivamente a fabricante chinesa BYD, criando um desequilíbrio competitivo que ameaça a política industrial nacional. A federação argumenta que o incentivo à importação desestimula a nacionalização da cadeia produtiva e a inovação tecnológica, contrariando os objetivos centrais do programa Nova Indústria Brasil (NIB). O descontentamento é compartilhado por outras organizações do setor, como a Anfavea e a Fiesp, que criticam a alteração inesperada nas regras do mercado automotivo. A preocupação central reside no risco de desemprego e na perda de competitividade das plantas industriais instaladas no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, que dependem de previsibilidade para manter seus investimentos e quadros de funcionários.
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