Governo recria cotas de importação para elétricos e gera críticas
A reabertura de cotas com imposto zero para veículos elétricos beneficia a BYD, mas enfrenta resistência de entidades da indústria nacional.
Pontos principais
- O Gecex liberou US$ 463 milhões em cotas com alíquota zero para veículos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD).
- A medida beneficia a BYD, que ainda depende de importações enquanto finaliza sua fábrica em Camaçari.
- Entidades como Anfavea, Fiesp e Firjan criticam a decisão por desestimular a produção local e afetar a segurança jurídica.
- O governo justifica a iniciativa como parte de sua estratégia de descarbonização e renovação da frota automotiva.
O governo federal decidiu reabrir cotas de importação com alíquota zero para veículos elétricos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), totalizando US$ 463 milhões para os próximos seis meses. A medida atende a uma necessidade imediata da montadora chinesa BYD, que mantém planos de expansão industrial em Camaçari, na Bahia, mas ainda depende de componentes importados para suas operações. A decisão, contudo, gerou forte descontentamento entre entidades representativas do setor, como Anfavea, Fiesp e Firjan, que apontam uma contradição com o plano Nova Indústria Brasil. Segundo as organizações, a alteração no cronograma de elevação tarifária prejudica a previsibilidade regulatória e desestimula o adensamento da cadeia produtiva nacional. Em contrapartida, o governo sustenta que a medida é essencial para acelerar a descarbonização e a renovação da frota automotiva no país.
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