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Anfavea e entidades industriais contestam benefícios fiscais para BYD

Associações industriais pressionam o governo contra a reativação de cotas de importação para veículos eletrificados, defendendo a produção local.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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22/06 às 15:03 · atualizado 23:45

Pontos principais

  • Anfavea, Fiesp, Firjan, Fiergs e Sindipeças enviaram manifestações formais ao governo contra a flexibilização das regras de importação.
  • A mobilização visa impedir a reativação de cotas com alíquota zero, pleiteada pela BYD, antes da reunião do Gecex.
  • Estudos da Anfavea projetam impacto negativo de R$ 129 bilhões na economia e risco de perda de 300 mil empregos.
  • A indústria defende a manutenção do cronograma de recomposição tarifária que prevê alíquota de 35% até julho de 2026.

A oposição à possível renovação de benefícios fiscais para a importação de veículos eletrificados ganhou força com a mobilização de cinco entidades industriais, incluindo Anfavea, Fiesp, Firjan, Fiergs e Sindipeças. O grupo enviou manifestações formais ao governo federal argumentando que a flexibilização das regras, defendida pela BYD, compromete a previsibilidade regulatória e ameaça a cadeia produtiva nacional. A medida é vista como um risco direto ao cronograma de nacionalização acordado, que prevê a recomposição gradual das tarifas de importação até atingir 35% em 2026.

Diante da iminente reunião do Gecex, que pode discutir a retomada de cotas de importação com alíquota zero, as entidades reforçam que a massificação de veículos importados prejudica os investimentos de montadoras como Stellantis, Volkswagen, GM, Toyota, Renault e Caoa, que mantêm planos de produção local sem isenções. A Anfavea estima que a alteração nas regras poderia gerar um impacto negativo de R$ 129 bilhões na economia e colocar em risco cerca de 300 mil postos de trabalho. Em resposta ao impasse, a associação sinalizou que está preparada para buscar medidas judiciais caso o governo opte por ceder às pressões da BYD.

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