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Sobe para 1.450 o número de mortos após terremotos na Venezuela

O balanço de mortes chega a 1.450, com 50 mil desaparecidos. Sobreviventes protestam contra a lentidão dos resgates após o fim do período crítico de 72h.

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Foto: G1 Mundo
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28/06 às 09:31 · atualizado 17:15

Pontos principais

  • O número oficial de mortos atingiu 1.450, com 3.150 feridos confirmados pelas autoridades.
  • O USGS alerta que o total de vítimas fatais pode chegar a 10.000 devido à magnitude dos sismos.
  • A ONU estima que cerca de 50.000 pessoas ainda estejam desaparecidas sob os escombros.
  • O Brasil enviou 130 especialistas e 10 toneladas de equipamentos para auxiliar nas buscas.
  • O Itamaraty confirmou o falecimento de dois brasileiros em decorrência dos tremores.
  • Sobreviventes relatam frustração com a falta de intervenção em diversos edifícios colapsados.
  • O período crítico de 72 horas para resgates foi superado, reduzindo as chances de encontrar sobreviventes.

O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 1.450, com 3.150 feridos confirmados pelo governo. A situação humanitária é crítica, com as Nações Unidas estimando que cerca de 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas. Diante da magnitude dos tremores, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) projeta que o total de vítimas fatais pode chegar a 10 mil, à medida que as equipes de resgate avançam sobre áreas devastadas, como a cidade costeira de La Guaira. O Itamaraty confirmou que dois brasileiros estão entre as vítimas fatais da tragédia.

À medida que o período crítico de 72 horas para resgates é superado, cresce a frustração da população local. Sobreviventes e familiares de desaparecidos denunciam a lentidão das operações, relatando que muitos edifícios colapsados ainda não receberam qualquer intervenção de busca ou remoção de escombros. Em resposta às críticas, o governo venezuelano nega negligência, afirmando que as equipes de resgate, que somam mais de 1.600 profissionais internacionais, estão trabalhando sem descanso em condições extremamente adversas.

Para auxiliar no enfrentamento da catástrofe, o Brasil reforçou sua presença com uma missão de 130 especialistas, incluindo bombeiros e técnicos da Anatel, que levaram equipamentos para auxiliar na comunicação e nas buscas. Além das operações de resgate, que utilizam tecnologia de rastreamento de sinais de celulares, o governo brasileiro instalou um hospital de campanha para suprir o colapso da infraestrutura de saúde local. Enquanto as autoridades mantêm o balanço de vítimas sob constante revisão, a pressão popular por agilidade nas buscas aumenta em meio à diminuição das esperanças de encontrar sobreviventes.

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