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Sobe para 589 o número de mortos após terremotos na Venezuela

O balanço oficial chega a 589 mortos e 2.980 feridos, enquanto equipes de resgate de 17 países e a ONU se mobilizam para auxiliar nas buscas por sobreviventes.

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Foto: NYTimes World
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25/06 às 22:45 · atualizado 28/06 às 09:08

Pontos principais

  • O governo venezuelano confirmou 589 mortes e 2.980 feridos decorrentes dos sismos.
  • Equipes de busca e resgate de pelo menos 17 países foram enviadas ao país para prestar assistência.
  • A ONU coordena os esforços internacionais de ajuda humanitária em conjunto com autoridades locais.
  • O Itamaraty confirmou que dois brasileiros estão entre as vítimas fatais da tragédia.
  • A presidente interina Delcy Rodríguez decretou a militarização de La Guaira para organizar o resgate.
  • O USGS estima que o número total de mortes possa ultrapassar 10.000 devido à magnitude do desastre.
  • Líderes da oposição relatam mais de 49.600 pessoas desaparecidas em um sistema de monitoramento independente.

O governo da Venezuela atualizou nesta sexta-feira para 589 o número de mortos causados pelos fortes terremotos que atingiram o país na última quarta-feira (24). Além das fatalidades, o Ministério da Saúde reportou que o número de feridos subiu para 2.980. A presidente interina Delcy Rodríguez confirmou que o balanço de vítimas deve aumentar nos próximos dias, dado o elevado número de desaparecidos. O estado de La Guaira, a região mais devastada, teve sua segurança militarizada por ordem do governo para garantir a ordem e o acesso das equipes de socorro. O Itamaraty confirmou oficialmente que dois brasileiros estão entre as vítimas fatais da tragédia.

A operação de busca e salvamento tornou-se uma ampla coalizão internacional, com equipes especializadas de pelo menos 17 países trabalhando em Caracas e arredores. A Organização das Nações Unidas (ONU) assumiu a coordenação dos esforços de ajuda humanitária, integrando o suporte logístico e técnico enviado por nações como Brasil, Estados Unidos e México. Enquanto o governo coordena os esforços oficiais com o apoio das forças militares, líderes da oposição relataram a existência de mais de 49.600 pessoas desaparecidas em um site de monitoramento, evidenciando o contraste entre os dados governamentais e a realidade enfrentada pelas famílias.

Estimativas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) alertam para um cenário ainda mais crítico, sugerindo que o balanço final de vítimas fatais pode ultrapassar 10.000, visto que o acesso a áreas isoladas permanece limitado e a densidade populacional das zonas atingidas é elevada. Embora o regime venezuelano tenha sido alvo de críticas pela demora na divulgação de dados, a mobilização internacional reflete a gravidade da situação em campo. O governo continua solicitando apoio logístico e de equipamentos pesados para ampliar a capacidade de resposta, enquanto a população enfrenta dificuldades crescentes de infraestrutura e acesso a suprimentos básicos em meio à crise humanitária.

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