Dois sismos consecutivos devastaram a Venezuela, resultando em centenas de mortes, milhares de desaparecidos e danos severos à infraestrutura em meio a uma grave crise humanitária.
A Venezuela enfrenta uma catástrofe humanitária após dois fortes terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingirem o país no dia 24 de junho de 2026. Os sismos, registrados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) a uma profundidade de 10 km, foram provocados pela convergência das placas tectônicas do Caribe e da América do Sul. A destruição é severa, especialmente em La Guaira e arredores de Caracas, onde mais de 100 edifícios colapsaram, afetando hospitais e infraestruturas básicas. Estima-se que cerca de 7 milhões de pessoas tenham sido impactadas pelo desastre, que agrava a fragilidade econômica e política prévia do país.
O balanço de vítimas permanece incerto e em constante atualização. Enquanto o governo confirma centenas de mortes, o número de desaparecidos pode chegar a 49 mil, complicando as operações de busca. Equipes de resgate nacionais e internacionais trabalham em condições críticas, muitas vezes sem eletricidade ou maquinário pesado, para localizar sobreviventes sob os escombros. A presidente interina Delcy Rodríguez confirmou o recebimento de auxílio internacional, incluindo ajuda dos Estados Unidos e da Rússia, enquanto milhares de desabrigados permanecem em áreas externas, como o estacionamento do hospital José María Vargas, devido ao risco constante de novas réplicas.
InfoMoney • 26 jun, 10:53
G1 Mundo • 26 jun, 09:39
BBC Brasil • 26 jun, 09:53
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