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Terremotos na Venezuela deixam centenas de mortos e milhares de desaparecidos

Dois sismos devastaram a Venezuela, deixando centenas de mortos e agravando o colapso do sistema de saúde em meio a operações de resgate precárias.

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Foto: NYTimes World
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26/06 às 09:15 · atualizado 28/06 às 09:08

Pontos principais

  • Dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela em 24 de junho de 2026.
  • O balanço oficial de mortes varia entre 235 e 589, com estimativas de até 49 mil desaparecidos.
  • Cerca de 7 milhões de pessoas foram afetadas, com destruição severa em La Guaira e Caracas.
  • Hospitais operam sem água corrente e com escassez crítica de suprimentos médicos básicos.
  • Equipes de resgate e bombeiros utilizam lanternas de celulares devido à falta de equipamentos adequados.
  • O governo coordena esforços de emergência com apoio internacional dos Estados Unidos e da Rússia.
  • Mais de 30 réplicas foram registradas, complicando o trabalho das equipes de busca nos escombros.

A Venezuela enfrenta uma catástrofe humanitária sem precedentes após dois fortes terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingirem o país no dia 24 de junho de 2026. Os sismos, registrados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) a uma profundidade de 10 km, causaram destruição generalizada, especialmente em La Guaira e arredores de Caracas. Estima-se que 7 milhões de pessoas tenham sido impactadas, com centenas de edifícios colapsados e infraestruturas críticas severamente comprometidas. O desastre natural agrava a crise estrutural que o país já enfrentava, sobrecarregando um sistema de saúde que agora opera sem serviços básicos, como água corrente, e com falta de suprimentos médicos essenciais.

O balanço de vítimas permanece incerto e em constante atualização. Segundo relatos de organizações como a Project Hope, centenas de pessoas ainda estão presas sob os escombros. As operações de busca enfrentam condições extremas; bombeiros e socorristas relatam a necessidade de utilizar lanternas de celulares para localizar sobreviventes devido à escassez de maquinário pesado e equipamentos de iluminação. A situação é agravada pela falta de energia elétrica em diversas regiões atingidas, dificultando o atendimento aos feridos que chegam aos hospitais em fluxo constante. Profissionais de saúde lutam para manter o atendimento em condições precárias, expondo a fragilidade da infraestrutura médica diante da magnitude do desastre.

A presidente interina Delcy Rodríguez confirmou o recebimento de auxílio internacional para mitigar a crise, enquanto milhares de desabrigados permanecem em abrigos improvisados. O temor de novas réplicas, com mais de 30 detectadas desde o início do desastre, mantém a população em estado de alerta e dificulta o trabalho das equipes de resgate nacionais e estrangeiras, que operam em um cenário de precariedade logística e infraestrutura colapsada.

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