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Terremotos de magnitudes 7.2 e 7.5 deixam 164 mortos na Venezuela

Dois fortes sismos atingiram a Venezuela, causando 164 mortes, danos estruturais severos em Caracas e mobilização internacional de ajuda humanitária.

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Foto: NYTimes World
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25/06 às 02:15 · atualizado 28/06 às 09:08

Pontos principais

  • Os sismos de magnitudes 7.2 e 7.5 ocorreram com um intervalo de apenas um minuto na costa norte.
  • O balanço oficial contabiliza 164 mortos e mais de mil feridos em Caracas e regiões vizinhas.
  • Vídeos registraram o desabamento de um prédio na região de El Junquito, próxima à capital.
  • A presidente interina Delcy Rodríguez declarou estado de emergência e um fundo de US$ 200 milhões para reconstrução.
  • Danos no Aeroporto Internacional Simón Bolívar e no terminal de Maiquetía complicam a logística de ajuda.
  • Equipes de resgate internacionais, incluindo especialistas certificados pela ONU, estão a caminho do país.
  • O Itamaraty confirmou que, até o momento, não há brasileiros entre as vítimas registradas.
  • Brasil, EUA e China estão entre as nações que ofereceram assistência imediata às vítimas.

A Venezuela enfrenta uma crise humanitária após ser atingida por dois terremotos consecutivos de magnitudes 7.2 e 7.5, ocorridos com um intervalo de apenas um minuto. Classificado pelo USGS como uma catástrofe de alto impacto, o evento é o mais severo registrado no país em mais de um século. O impacto causou o colapso de diversas edificações, incluindo um prédio na região de El Junquito, gerando pânico generalizado. Relatos de sobreviventes descrevem cenas de medo durante a evacuação, enquanto equipes de resgate trabalham intensamente sob os escombros em busca de sobreviventes. Até o momento, o balanço oficial das autoridades aponta 164 mortos e mais de mil feridos.

Diante da gravidade, a presidente interina Delcy Rodríguez declarou estado de emergência e anunciou a criação de um fundo de US$ 200 milhões destinado à reconstrução. A situação é agravada por danos estruturais no Aeroporto Internacional Simón Bolívar e no terminal de Maiquetía, que dificultam a logística de chegada de suprimentos e equipes de socorro. A comunidade internacional, incluindo Brasil, EUA e China, mobilizou-se para oferecer assistência, com equipes de busca certificadas pela ONU já a caminho da região para auxiliar nas operações de salvamento.

Enquanto as operações de busca continuam, as autoridades locais reforçaram o alerta para que a população evite retornar a construções danificadas, dado o risco iminente de réplicas sísmicas que podem comprometer a estabilidade das estruturas remanescentes. O Itamaraty monitora a situação e confirmou que não há brasileiros entre as vítimas fatais até o momento. A prioridade das forças de defesa civil permanece o resgate de pessoas presas sob os escombros e a estabilização das áreas onde o risco de novos desabamentos é considerado elevado, enquanto o país tenta lidar com o trauma coletivo causado pela destruição repentina.

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