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Dívida Pública Federal sobe 2,66% e supera R$ 9 trilhões em maio

O estoque da dívida atingiu R$ 9,033 trilhões, impulsionado pela emissão de títulos atrelados à Selic, apropriação de juros e aumento da liquidez.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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26/06 às 18:01 · atualizado 18:35

Pontos principais

  • O estoque da Dívida Pública Federal alcançou R$ 9,033 trilhões em maio de 2026, alta de 2,66%.
  • O aumento foi motivado por R$ 134,46 bilhões em emissões líquidas e R$ 99,94 bilhões em juros.
  • O colchão de liquidez cresceu 10,9%, atingindo R$ 1,211 trilhão e cobrindo 9,14 meses de vencimentos.
  • Títulos indexados à Selic compõem 48,99% da carteira, enquanto o custo médio acumulado em 12 meses subiu para 12,31% ao ano.
  • A participação de investidores estrangeiros na dívida interna recuou para 10,14% em meio a tensões globais.

O estoque da Dívida Pública Federal brasileira superou a marca de R$ 9 trilhões em maio, registrando um crescimento de 2,66% em relação ao mês anterior. Segundo dados do Tesouro Nacional, o avanço foi impulsionado por R$ 134,46 bilhões em emissões líquidas e R$ 99,94 bilhões em apropriação de juros. A dívida interna permanece como o principal componente do montante, totalizando R$ 8,692 trilhões, com os títulos indexados à Selic representando 48,99% da carteira, mantendo-se dentro das metas estabelecidas no Plano Anual de Financiamento. O custo médio acumulado da dívida nos últimos 12 meses atingiu 12,31% ao ano.

Para garantir a estabilidade do financiamento, o governo elevou seu colchão de liquidez em 10,9%, alcançando R$ 1,211 trilhão, valor suficiente para cobrir 9,14 meses de vencimentos. Paralelamente, o cenário revelou uma retração na participação de investidores estrangeiros na dívida interna, que recuou para 10,14%. Analistas apontam que a redução do apetite externo reflete as crescentes tensões geopolíticas globais, que têm levado investidores a buscar ativos de menor risco em mercados internacionais, impactando a composição da dívida brasileira.

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