A Dívida Pública Federal brasileira registrou um crescimento de 1,91% em abril, alcançando o patamar de R$ 8,798 trilhões. O resultado foi pressionado principalmente pela emissão recorde de R$ 201,09 bilhões em títulos públicos e pelo impacto da apropriação de R$ 92,54 bilhões em juros sobre o estoque total. Apesar do aumento, o Tesouro Nacional mantém um colchão de liquidez robusto de R$ 1,091 trilhão, montante suficiente para cobrir cerca de 8,91 meses de vencimentos da dívida. O cenário reflete a predominância de títulos atrelados à Taxa Selic, que compõem quase metade da dívida, enquanto a participação de investidores estrangeiros apresentou queda para 10,38%, influenciada pela aversão ao risco decorrente de tensões geopolíticas no Oriente Médio. O monitoramento desses indicadores é essencial para avaliar a sustentabilidade fiscal do país diante das condições de mercado.
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