A Dívida Pública Federal (DPF) registrou queda de 2,34% em março, atingindo R$ 8,633 trilhões, impulsionada por resgate líquido e apropriação positiva de juros.
A Dívida Pública Federal (DPF) registrou uma redução de 2,34% em março, totalizando R$ 8,633 trilhões, em comparação com os R$ 8,841 trilhões de fevereiro. Essa diminuição foi impulsionada por um resgate líquido de R$ 305,386 bilhões, principalmente de títulos vinculados à Taxa Selic, e uma apropriação positiva de juros de R$ 98,080 bilhões. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) acompanhou a tendência de queda, fechando em R$ 8,302 trilhões, enquanto a Dívida Pública Federal externa (DPFe) teve um leve aumento, alcançando R$ 331,64 bilhões, influenciada pela alta do dólar e um empréstimo internacional.
Em relação à composição da dívida, a parcela de títulos atrelados à taxa Selic diminuiu de 49,10% para 47,71%, mantendo-se dentro da meta estabelecida pelo Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, com aumento na participação de papéis pré-fixados e indexados à inflação. O prazo médio da dívida aumentou para 4,10 anos, e a parcela da DPF a vencer em 12 meses cresceu para 19,52%, ambos os indicadores permanecendo dentro dos limites definidos pelo PAF. O 'colchão' da dívida pública, que serve como reserva financeira do governo, caiu para R$ 885 bilhões em março, cobrindo 5,69 meses de vencimentos. A participação de não residentes (estrangeiros) na dívida interna manteve-se estável em 10,7%.
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