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Mendonça mantém prisão de Daniel Vorcaro e ordena transferência

O ministro André Mendonça negou a liberdade ao banqueiro e determinou sua transferência para a Papudinha, enquanto a PGR rejeitou delação de Paulo Henrique Costa.

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Foto: InfoMoney
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25/06 às 17:01 · atualizado 22:33

Pontos principais

  • O ministro André Mendonça determinou a transferência de Daniel Vorcaro para o 19° Batalhão da PMDF (Papudinha) em até 24 horas.
  • A decisão mantém a prisão preventiva de Vorcaro, negando pedidos de substituição por domiciliar devido ao risco de interferência nas provas.
  • A Procuradoria-Geral da República rejeitou a proposta de delação premiada de Paulo Henrique Costa por considerá-la de reduzida utilidade.
  • Vorcaro, dono do Banco Master, é investigado na Operação Compliance Zero por suspeitas de lavagem de dinheiro e fraudes contábeis.
  • A justiça impôs incomunicabilidade absoluta entre Vorcaro e Paulo Henrique Costa para preservar o curso das apurações.
  • A transferência visa atender a demandas operacionais da Polícia Federal, que relatou dificuldades com a custódia prolongada na sede da corporação.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, manteve a prisão preventiva de Daniel Vorcaro e ordenou sua transferência imediata da sede da Polícia Federal para o 19° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A medida atende a uma necessidade operacional da PF, que apontou dificuldades em manter a custódia prolongada na sede da corporação, e visa assegurar a integridade física do detento. O magistrado reiterou que a prisão é necessária para evitar riscos de interferência na colheita de provas e a continuidade de manobras de dissimulação patrimonial, negando os pedidos da defesa por medidas cautelares diversas da prisão.

Paralelamente, as negociações de delação premiada envolvendo os principais investigados da Operação Compliance Zero enfrentam entraves. A Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou formalmente a proposta de delação apresentada por Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, sob o argumento de que o conteúdo oferecido possui reduzida utilidade para o avanço das investigações. O mesmo destino tiveram as tentativas de acordo da defesa de Vorcaro, rejeitadas tanto pela PF quanto pela PGR por falta de elementos que pudessem contribuir significativamente para o esclarecimento dos fatos.

Para garantir a eficácia das apurações sobre supostas fraudes financeiras e esquemas de propina envolvendo o Banco Master e o BRB, o ministro Mendonça impôs um rigoroso protocolo de segurança. A direção da unidade prisional foi instruída a manter Vorcaro e Costa em regime de incomunicabilidade absoluta. A decisão judicial exige relatórios imediatos sobre qualquer tentativa de contato ou ameaça entre os custodiados, reforçando que a manutenção da prisão preventiva permanece como medida indispensável para a preservação da ordem pública e da instrução criminal enquanto as autoridades seguem avaliando os desdobramentos do caso.

Fonte primária

STF / Min. André Mendonça

Decisão monocrática — Pet 15556 — transferência de Daniel Vorcaro (25.jun.2026)

Min. André Mendonça determina, em 25 de junho de 2026, a transferência de Daniel Vorcaro (fundador do Banco Master, preso preventivamente desde 4 de março) da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para o 19° Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal ('Papudinha'), com prazo de 24 horas. A decisão nega pedido da defesa de prisão domiciliar: 'No que concerne ao pedido para substituição de prisão preventiva do requerente pelo regime de custódia domiciliar, indefiro-o, de plano, ante a ausência de novos elementos capazes de afastar a motivação exaustivamente apresentada no bojo da decisão monocraticamente proferida.' O ministro justifica a escolha da Papudinha como solução proporcional: 'A solução é a que melhor atende ao postulado da proporcionalidade, pois concilia, de um lado, a impossibilidade de manutenção prolongada do preso em dependências da Polícia Federal e, de outro, a necessidade de evitar sua colocação em cela comum, preservando-se a segurança do custodiado sem afastar a execução da prisão preventiva em estabelecimento estatal adequado.' O ministro segue manifestações da PF e da PGR, que apontam 'estratégias de ocultação, blindagem ou deslocamento patrimonial' nos dados financeiros reunidos e recomendam a Papudinha como 'estabelecimento prisional dotado de estrutura compatível com a sua especial condição de vulnerabilidade e risco'. Contexto: a PF rejeitou a 2ª proposta de delação premiada de Vorcaro em 11 de junho; a PGR também recusou em 15 de junho por falta de 'provas robustas'.

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