Ministro André Mendonça autoriza transferência de Daniel Vorcaro
O dono do Banco Master foi transferido para uma cela comum na PF em Brasília, enquanto a proposta de delação premiada do executivo segue sob análise das autoridades.
Pontos principais
- O ministro André Mendonça autorizou a mudança de regime de custódia do banqueiro a pedido da Polícia Federal.
- Daniel Vorcaro foi movido de uma sala de Estado-maior para uma cela comum na carceragem da PF.
- A transferência impõe as regras padrão de visitas, limitadas a dois encontros diários de 30 minutos.
- A Polícia Federal alega que as condições especiais do detento prejudicavam a rotina administrativa da unidade.
- A proposta de delação premiada do investigado está sob análise da PF e da PGR, com expectativa de pedidos de complementação.
- O STF ainda avalia um possível pedido da PF para a transferência definitiva de Vorcaro para um presídio convencional.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, autorizou a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O investigado, detido desde março no âmbito da Operação Compliance Zero, ocupava anteriormente uma sala de Estado-maior, espaço reservado para custódia especial que também foi utilizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A mudança, solicitada pela Polícia Federal sob o argumento de que as condições especiais do detento prejudicavam a rotina administrativa da unidade, impõe restrições mais severas, limitando as visitas de advogados a dois encontros diários de 30 minutos.
A alteração no regime de custódia ocorre em um momento de movimentação nas tratativas para a elaboração de um acordo de delação premiada. A proposta apresentada pela defesa do executivo está atualmente sob análise da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, que devem solicitar complementações aos termos apresentados. Embora a transferência tenha sido oficializada como uma medida administrativa, o caso permanece sob análise do STF, que ainda avalia se o banqueiro deverá ser transferido definitivamente para um presídio convencional. A defesa do investigado ainda não se manifestou sobre o impacto das novas restrições no andamento das negociações com os órgãos de controle.
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