A determinação do ministro André Mendonça, do STF, para que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, retorne a um alojamento especial nas dependências da Polícia Federal em Brasília, intensificou o atrito institucional entre o Judiciário e a corporação. O magistrado atendeu a um pedido da defesa, que relatou condições precárias na cela atual, como falta de água e ventilação, embora tenha negado o pedido de prisão domiciliar. A Procuradoria-Geral da República não se opôs à transferência, e o STF concluiu que o local anterior é mais adequado para a custódia, sem causar prejuízos operacionais à PF.
A decisão, contudo, foi recebida com insatisfação pela cúpula policial, que aponta interferência indevida na gestão de suas instalações e nos procedimentos internos de custódia. O banqueiro, preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, segue sob investigação enquanto mantém negociações de delação premiada com a PGR, após a PF ter rejeitado uma proposta inicial. O episódio evidencia o desgaste contínuo na relação entre os investigadores e o relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal, mantendo o foco do tribunal nas condições de custódia enquanto a prisão preventiva permanece inalterada.
Folha de São Paulo - Política • 22 mai, 23:00
Times Brasil • 22 mai, 17:08
Agência Brasil - EBC • 22 mai, 16:52
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