O presidente do BC afirma que evitar sinalizações futuras é essencial e atribui ruídos recentes a um excesso de informações no comunicado do Copom.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a estratégia da instituição de não sinalizar antecipadamente os próximos passos da taxa Selic. Em resposta a críticas sobre a comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom), Galípolo argumentou que oferecer indicações sobre a trajetória dos juros seria contraproducente para a eficácia da política monetária. O dirigente assumiu a responsabilidade pela falha na clareza do comunicado de junho, atribuindo o ruído de mercado a uma tentativa de explicar muitos pontos em um espaço conciso. Segundo ele, o problema foi de excesso, e não de falta de informação, levando o BC a estudar comunicados mais diretos, reservando explicações detalhadas para a ata.
Galípolo destacou que existe uma confusão entre ser claro na comunicação e antecipar decisões futuras. O presidente do BC ressaltou que nenhum banco central global está fornecendo guidance no atual momento de incerteza econômica, reforçando que a literatura da área desaconselha a prática em cenários voláteis. Dessa forma, a autoridade monetária reafirma seu direito de não antecipar decisões, priorizando a coleta de dados durante o intervalo entre as reuniões do Copom. O dirigente garantiu que, apesar das falhas na comunicação, a condução da política monetária permanece inalterada e alinhada com as expectativas do mercado e da curva de juros.
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