O presidente do Banco Central reforça a vigilância contra choques de oferta, geopolíticos e climáticos, reafirmando o compromisso com a meta de inflação.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a necessidade de vigilância da autoridade monetária diante de um cenário internacional marcado por sucessivos choques de oferta. Segundo o dirigente, a recente escalada nos preços do petróleo, impulsionada por conflitos geopolíticos como a guerra no Irã, somada a eventos climáticos extremos, representa um desafio adicional para a economia brasileira. Galípolo destacou que o país enfrentou quatro choques dessa natureza em menos de seis anos, o que complica a atuação da política monetária, uma vez que os instrumentos tradicionais de juros são desenhados primariamente para controlar a demanda. O presidente do BC ressaltou a dificuldade de distinguir impactos inflacionários passageiros de pressões mais duradouras, reconhecendo as limitações dos modelos atuais frente a crises globais.
Diante desse cenário de incertezas, o Banco Central reafirmou que não se desviará de seu objetivo principal de controle inflacionário. Mesmo com a taxa Selic em 14,50% ao ano e em processo de calibração, a autarquia mantém o foco na meta de 3%, reconhecendo que o mercado de trabalho aquecido torna a tarefa de controle de preços mais delicada. O compromisso da instituição busca ancorar as expectativas do mercado financeiro e mitigar os efeitos secundários desses choques, garantindo a estabilidade econômica do país frente à volatilidade global e às dificuldades de percepção de custo de vida pela população.
Times Brasil • 13 mai, 18:54
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