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STM rejeita recurso de Bolsonaro para afastar ministro de processo

O plenário do STM negou, por unanimidade, o pedido da defesa de Bolsonaro para afastar o relator Joseli Parente Camelo em caso sobre a perda de sua patente.

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Foto: G1 Política
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24/06 às 09:04 · atualizado 16:01

Pontos principais

  • O STM rejeitou o recurso de suspeição contra o ministro Francisco Joseli Parente Camelo, mantendo-o como relator do caso.
  • A defesa de Bolsonaro alegava que declarações do ministro sobre os atos de 8 de janeiro comprometiam sua imparcialidade.
  • O processo avalia se a condenação criminal de Bolsonaro o torna indigno para o oficialato, resultando na perda da patente de capitão.
  • A Constituição prevê a perda do oficialato para militares condenados a penas superiores a dois anos de prisão.
  • O Ministério Público Militar também solicitou a perda de patente de outros militares, incluindo Augusto Heleno, Braga Netto, Paulo Sergio Nogueira e Almir Garnier.
  • O tribunal autorizou a produção de novas provas em um recurso separado apresentado pelo ex-comandante da Marinha, Almir Garnier Santos.
  • As decisões desta quarta-feira (24) focaram em questões processuais e não alteram as penas impostas anteriormente pelo Supremo Tribunal Federal.

O Superior Tribunal Militar (STM) rejeitou, nesta quarta-feira (24), o recurso da defesa de Jair Bolsonaro que buscava o afastamento do ministro Francisco Joseli Parente Camelo do processo sobre a perda de sua patente militar. Por unanimidade, o plenário seguiu o entendimento de que as declarações feitas pelo magistrado em 2023 sobre militares envolvidos em atos golpistas não comprometem sua imparcialidade. Com a decisão, Camelo permanece na relatoria do processo que avalia se a condenação criminal de Bolsonaro, que soma 27 anos e 3 meses de prisão, o torna indigno ou incompatível com o oficialato. O julgamento de mérito sobre a perda definitiva da patente de capitão reformado ainda não ocorreu, mas o caso segue os trâmites constitucionais que preveem a perda do posto para militares condenados a penas superiores a dois anos.

Além do caso de Bolsonaro, o tribunal analisou a situação de outros militares envolvidos em processos correlatos. O Ministério Público Militar solicitou a perda de patente de figuras centrais da gestão anterior, como os generais Augusto Heleno, Braga Netto e Paulo Sergio Nogueira, além do almirante Almir Garnier Santos. A ministra Verônica Abdalla Sterman autorizou, em paralelo, a inclusão de testemunhas abonatórias e registros funcionais no processo de Garnier, embora a decisão sobre o compartilhamento de provas do STF para este caso permaneça sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes.

É importante ressaltar que as deliberações desta quarta-feira focaram estritamente em questões processuais e não alteram as penas ou condenações impostas anteriormente pelo Supremo Tribunal Federal. O tribunal continua a avaliar os pedidos de perda de oficialato de forma individualizada, respeitando os ritos processuais previstos para a carreira militar e as implicações das condenações criminais no âmbito da Justiça comum.

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