PF investiga articulação de sócios do Banco Master com senadores
Operação Compliance Zero apura se executivos do Banco Master influenciaram projetos legislativos para favorecer interesses privados da instituição.
Pontos principais
- A Operação Compliance Zero investiga fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo gestores do Banco Master.
- Investigadores apontam que uma emenda para elevar o limite do FGC para R$ 1 milhão teria sido redigida pela assessoria do banco.
- Senadores Ciro Nogueira e Jaques Wagner são investigados por suposta atuação em pautas de crédito consignado e mercado de carbono.
- Defesas dos parlamentares negam irregularidades e afirmam que as propostas tinham caráter social e técnico.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero para investigar supostas tratativas entre sócios do Banco Master e senadores, visando favorecer interesses privados em projetos de lei. Documentos apreendidos indicam que a instituição teria atuado diretamente na redação de emendas, incluindo uma proposta para elevar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Além do FGC, as investigações focam em possíveis influências sobre regras de crédito consignado, mercado de carbono e negociações envolvendo o BRB. Enquanto a PF aponta indícios de corrupção e lavagem de dinheiro, as defesas dos senadores Ciro Nogueira e Jaques Wagner refutam as acusações, sustentando que as iniciativas legislativas buscavam a proteção do consumidor e o desenvolvimento de pautas estratégicas para o país.
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