Senado intensifica apuração do caso Master com pedido de documentos à PF e depoimento de Vorcaro
O senador Renan Calheiros e a CAE do Senado formalizam pedido de documentos à PF para o caso Master e propõem ouvir Daniel Vorcaro, buscando aperfeiçoar a legislação e fiscalização. Calheiros também afirma que o Centrão chantageou um ministro do TCU para interromper a liquidação do banco.
Pontos principais
- Renan Calheiros (MDB-AL) defende que o grupo de trabalho do Senado comece ouvindo Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e requisitará dados do celular dele.
- A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado formalizou um pedido à Polícia Federal para acesso a documentos, incluindo sigilosos, sobre o caso Master.
- Calheiros relatou ao ministro Fachin um suposto constrangimento político sofrido por Vital do Rêgo (TCU) para interromper medidas contra o Master, afirmando que o Centrão chantageou um ministro do TCU.
- O objetivo principal é aperfeiçoar a legislação, regulação e fiscalização do setor financeiro, com previsão de audiências públicas.
- A PF se comprometeu a ceder um assessor técnico para auxiliar nos trabalhos do grupo da CAE.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) propôs que o grupo de trabalho do Senado, responsável por investigar o caso envolvendo o Banco Master, inicie seus trabalhos com o depoimento de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira. Paralelamente, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, presidida por Calheiros, formalizou um pedido à Polícia Federal para acesso a documentos, inclusive sigilosos, a fim de subsidiar a apuração da suposta fraude. O senador também afirmou que o Centrão chantageou um ministro do TCU para interromper a liquidação do Banco Master, relatando esse "clima de constrangimento" ao ministro Edson Fachin do STF.
Essas ações visam não apenas aprofundar a compreensão dos fatos, mas também fortalecer as investigações e subsidiar a criação de propostas para aprimorar a legislação, a regulação e a fiscalização do sistema financeiro brasileiro. Calheiros já se reuniu com diversas autoridades, como o ministro Fachin e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e planeja solicitar acesso aos dados do celular de Vorcaro e a todas as informações das investigações em curso, reforçando o compromisso do grupo com a responsabilização dos envolvidos e a prevenção de futuras falhas. A Polícia Federal, por sua vez, se comprometeu a ceder um assessor técnico para auxiliar nos trabalhos do grupo da CAE, que, embora não tenha papel de polícia, buscará colaborar na investigação.
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