Auditoria do BRB revela que o ex-presidente Paulo Henrique Costa utilizou empresários para ocultar a entrada do Banco Master e da gestora Reag como acionistas, em meio a um aumento de 33 mil vezes na participação acionária.
Uma auditoria interna do BRB revelou um aumento exponencial na participação acionária de indivíduos e fundos vinculados ao Banco Master, saltando de 0,0007% para 23,5% do capital social. Este crescimento, de 33 mil vezes, ocorreu em meio a negociações de aquisição e levantou suspeitas de fraude financeira e lavagem de dinheiro. Uma auditoria independente detalha que o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, utilizou empresários para ocultar a entrada do Banco Master e da gestora Reag como acionistas, em dois aumentos de capital privado (ACPs) entre 2024 e 2025, que visavam fortalecer o capital do BRB.
A Polícia Federal está investigando o caso, que inclui alegações de uso de “créditos podres” e “laranjas” para ocultar os reais acionistas. O BRB também identificou um aumento significativo nas operações de crédito com o Banco Master, totalizando a aquisição de R$ 26,6 bilhões em carteiras de crédito com “falhas graves e indícios relevantes de irregularidades”. A responsabilidade é atribuída à gestão anterior do BRB, liderada por Paulo Henrique Costa, que foi detido sob suspeita de receber R$ 146 milhões em imóveis para facilitar as negociações. O BRB solicitou o bloqueio de bens dos envolvidos e aprovou um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões.
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