Investigação aponta articulação política para beneficiar Banco Master
Políticos ligados a Lula e Bolsonaro teriam articulado emenda para elevar cobertura do FGC, visando beneficiar o Banco Master.
Pontos principais
- A Polícia Federal investiga a tentativa de aumentar o limite de cobertura do FGC de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.
- Documentos sugerem que a assessoria do Banco Master redigiu o texto da emenda entregue ao senador Ciro Nogueira.
- O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, é apontado como um dos articuladores da proposta junto a aliados.
- O relator da PEC do Banco Central, senador Plínio Valério, rejeitou a emenda e nega ter sofrido pressões.
- Após o escândalo, Ciro Nogueira reapresentou a proposta de ampliação do FGC como um projeto de lei complementar.
A Polícia Federal investiga um esquema de articulação política envolvendo aliados dos governos Lula e Bolsonaro para favorecer o Banco Master. O objetivo central seria a aprovação de uma emenda que elevaria o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Mensagens interceptadas mostram o executivo Daniel Vorcaro tratando a medida como uma estratégia de alto impacto para o mercado financeiro. A proposta, supostamente redigida pela assessoria do próprio banco, foi entregue ao senador Ciro Nogueira e contou com a articulação de figuras como o líder do governo no Senado, Jaques Wagner. A emenda acabou rejeitada pelo relator da PEC do Banco Central, senador Plínio Valério, que negou qualquer pressão. O caso expõe a influência de interesses privados na tramitação de normas financeiras no Congresso Nacional.
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