Preços do petróleo atingem mínima pós-guerra com reabertura de Ormuz
A normalização do tráfego no Estreito de Ormuz eleva a oferta global e derruba os preços do petróleo, enquanto a demanda asiática mostra sinais de fraqueza.
Pontos principais
- O mercado de petróleo entrou em contango, sinalizando queda nos preços de curto prazo.
- A reabertura do Estreito de Ormuz foi confirmada por órgãos da ONU e pelo governo dos EUA.
- O barril de Brent caiu para US$ 73,74 e o WTI para US$ 70,34, menores níveis desde o início do conflito.
- O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, confirmou que o fluxo de petroleiros retornou aos patamares pré-conflito.
- Países como Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque elevaram suas exportações após o acordo diplomático.
- Refinarias asiáticas estão bem abastecidas, levando ao redirecionamento de cargas para a Europa.
- Estoques estratégicos, como os dos EUA, permanecem em níveis historicamente baixos, mantendo o mercado vulnerável.
O mercado global de petróleo registrou uma mudança significativa em sua estrutura de preços, entrando em contango pela primeira vez desde fevereiro de 2026. Esse movimento, que indica preços para entrega imediata mais baratos que contratos futuros, foi impulsionado pela reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula 20% da produção mundial. A normalização do tráfego marítimo, confirmada pelo secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, é resultado de um acordo diplomático entre o governo de Donald Trump e o Irã. Como reflexo, o barril de Brent recuou para US$ 73,74, atingindo o menor patamar desde o início do conflito entre Irã e Israel.
A abundância de oferta, reforçada pela liberação de petroleiros retidos e pelo aumento das exportações de países do Golfo Pérsico, ocorre em um momento de demanda asiática enfraquecida. Com refinarias na Ásia bem abastecidas, fluxos de carga estão sendo redirecionados para o mercado europeu. Apesar da rápida normalização do abastecimento, analistas apontam que o mercado permanece vulnerável a choques futuros, uma vez que os estoques estratégicos em nações como os Estados Unidos continuam em níveis historicamente baixos, limitando a capacidade de resposta a novas instabilidades geopolíticas.
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