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Preços do petróleo recuam para níveis anteriores ao conflito

O petróleo Brent caiu abaixo de US$ 72,24 por barril com a normalização dos fluxos no Golfo e o alívio nas tensões geopolíticas regionais.

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Foto: Bloomberg - Markets
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24/06 às 19:45 · atualizado 25/06 às 06:15

Pontos principais

  • O petróleo Brent atingiu a mínima de US$ 72,24 por barril na última quinta-feira.
  • Os preços da commodity acumulam uma queda superior a 20% ao longo do mês de junho.
  • O tráfego de navios no Estreito de Ormuz dobrou nas últimas 24 horas, atingindo o maior nível desde o final de fevereiro.
  • A normalização das rotas logísticas reduziu o prêmio de risco geopolítico que sustentava os preços elevados.
  • O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã foi um fator determinante para a instabilidade recente nos preços do barril.
  • Analistas monitoram o impacto dessa desvalorização nas economias globais dependentes de combustíveis fósseis.

Os preços do petróleo registraram uma queda significativa, retornando aos patamares observados antes da escalada do conflito regional, que incluiu o fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã em resposta aos ataques dos EUA e de Israel. O barril do Brent atingiu a mínima de US$ 72,24 na última quinta-feira, consolidando uma desvalorização que supera 20% no mês de junho. Esse movimento reflete a normalização dos fluxos logísticos na região do Golfo, com o tráfego de navios petroleiros dobrando nas últimas 24 horas, alcançando o maior volume desde o final de fevereiro. A retomada da fluidez nessa rota crítica sinaliza um alívio nas preocupações globais quanto a interrupções prolongadas no suprimento de energia. Além da logística, o mercado reagiu positivamente aos avanços diplomáticos, resultando na remoção do prêmio de risco geopolítico que sustentava as cotações. Investidores agora ajustam suas expectativas diante de um cenário de maior segurança nas rotas de suprimento, enquanto analistas monitoram como essa desvalorização impactará as economias globais dependentes de combustíveis fósseis, reduzindo os temores de uma crise energética de longo prazo.

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