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Preços do petróleo caem para níveis pré-guerra após reabertura de Ormuz

A normalização do fluxo no Estreito de Ormuz reduz os preços do petróleo, aliviando pressões inflacionárias, embora analistas alertem para uma possível restrição futura na oferta.

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Foto: G1 Mundo
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25/06 às 09:45 · atualizado 18:34

Pontos principais

  • O petróleo Brent fechou em US$ 73,87 com a retomada do fluxo marítimo no Estreito de Ormuz.
  • Mais de 20 petroleiros atravessaram a região após garantias de livre passagem dadas pelo Irã.
  • A queda nos preços da commodity reduziu a pressão sobre os rendimentos dos Treasuries americanos e os juros futuros brasileiros.
  • O banco Citi projeta que o Brent pode atingir a faixa de US$ 60 a US$ 65 nos próximos meses diante da maior oferta global.
  • O Banco Central do Brasil mantém cautela na política monetária, citando incertezas externas e o impacto do El Niño.
  • Especialistas do setor alertam que a estabilidade atual pode ser passageira devido a fundamentos de mercado que indicam um novo aperto na oferta em breve.
  • O presidente do BC, Gabriel Galípolo, reforçou a autonomia da instituição frente a pressões políticas.

Os preços do petróleo registraram queda acentuada, com o Brent fechando a US$ 73,87, retornando aos patamares observados antes do início do conflito no Oriente Médio. O movimento é resultado de um acordo diplomático entre os Estados Unidos e o Irã que viabilizou a reabertura do Estreito de Ormuz, permitindo o tráfego de mais de 20 petroleiros. Embora a Guarda Revolucionária do Irã mantenha alertas sobre a navegação, a distensão geopolítica já reflete em um alívio nas pressões inflacionárias globais, impactando positivamente a curva de juros nos Estados Unidos e no Brasil.

No cenário doméstico, a queda da commodity trouxe um fôlego adicional aos juros futuros, embora o Banco Central mantenha uma postura cautelosa. O presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, refutou influências políticas nas decisões de juros, destacando que o comitê segue monitorando incertezas externas, como o conflito e efeitos climáticos do El Niño. Enquanto analistas divergem sobre a viabilidade de novos cortes na Selic ainda este ano, o mercado financeiro brasileiro ajusta suas projeções para o setor de energia, com tendência baixista de curto prazo para ações da Petrobras, PRIO e Brava Energia diante da maior oferta global e demanda enfraquecida na China.

Contudo, especialistas do setor de energia ponderam que o cenário de preços baixos pode ser temporário. Apesar do alívio imediato no fluxo de navios-tanque, a análise dos fundamentos de mercado sugere que a estabilidade é frágil. A expectativa de diversos analistas internacionais é de que o mercado global de energia volte a apresentar sinais de restrição na oferta em um futuro próximo, o que poderia reverter a trajetória de queda observada nos últimos dias e pressionar novamente os custos globais de energia.

Fontes primárias

The White House

Memorando de Entendimento EUA-Irã — Reabertura do Estreito de Ormuz

Em 19 de junho de 2026, Trump e Vance assinaram um Memorando de Entendimento com o Irã que: (a) exige que o Irã renuncie permanentemente ao desenvolvimento de armas nucleares e ao enriquecimento de urânio; (b) reabre o Estreito de Ormuz à navegação livre, sem pedágio; (c) encerra as hostilidades militares entre EUA e Irã. O acordo foi precedido pela Operação Epic Fury, na qual os EUA conduziram ataques às instalações nucleares iranianas (Fordow, Natanz, Isfahan) e destruíram a maior parte da infraestrutura militar e naval do Irã. A Casa Branca descreveu o acordo como resultado de 'força americana decisiva' e 'Peace Through Strength'. Especialistas do Atlantic Council avaliaram que o principal custo econômico da guerra foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, que interrompeu os fluxos globais de energia e elevou os preços do petróleo — e que o acordo promete aliviar essa pressão econômica.

U.S. Energy Information Administration (EIA)

EIA Spot Prices — Petróleo Brent (Diário)

Dados de preço spot divulgados em 24 de junho de 2026 (Release Date: 6/24/2026) mostram o Brent – Europa a US$ 76,49/barril no dia mais recente, abaixo dos US$ 84,36 registrados dias antes, com a sequência recente de fechamentos: US$ 84,36 → 80,50 → 80,33 → 79,35 → 80,46 → 76,49. O WTI (Cushing, Oklahoma) fechou a US$ 78,94/barril. A tabela de histórico da EIA cobre preços desde 1987 e permite comparação direta com os níveis anteriores ao conflito.

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