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Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após operação da PF

O senador oficializou seu afastamento da liderança governista após ser alvo de investigação sobre supostas irregularidades financeiras.

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Foto: Bloomberg - Markets
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24/06 às 14:15 · atualizado 19:31

Pontos principais

  • Jaques Wagner renunciou à liderança do governo no Senado após reunião com o presidente Lula.
  • A Operação Compliance Zero investiga supostos pagamentos indevidos ligados ao Banco Master e ao Banco Pleno.
  • A Polícia Federal apura movimentações financeiras de R$ 3,5 milhões e a compra de um imóvel de luxo em Salvador.
  • Durante as diligências, agentes apreenderam US$ 49 mil em espécie em um imóvel vinculado ao parlamentar.
  • A defesa de Wagner nega qualquer ilicitude e recorreu ao STF para tentar anular as investigações.
  • O Banco Master, envolvido no escândalo, enfrenta processo de falência, gerando repercussões no cenário político.
  • A saída do senador impacta diretamente a articulação política do governo na Casa legislativa.
  • Investigações também apuram supostas vantagens recebidas pelo senador por parte do banqueiro Augusto Ferreira Lima.
  • Wagner afirmou que priorizará sua defesa jurídica e os projetos eleitorais de 2026.

O senador Jaques Wagner oficializou, nesta quarta-feira, sua saída da liderança do governo no Senado. A decisão foi tomada em comum acordo com o presidente Lula, após o parlamentar se tornar alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar supostos pagamentos indevidos envolvendo o Banco Master, o Banco Pleno e o executivo Daniel Vorcaro. O inquérito apura movimentações financeiras suspeitas que somam R$ 3,5 milhões, além da aquisição de um imóvel de luxo em Salvador, com suspeitas de atuação do senador em favor de interesses do Banco Master. Durante a ação, agentes realizaram buscas nas residências do parlamentar em Brasília e Salvador, onde apreenderam US$ 49 mil em espécie. O fato de o Banco Master enfrentar um processo de falência agravou a repercussão política do caso, que também envolve apurações sobre vantagens indevidas atribuídas ao banqueiro Augusto Ferreira Lima.

O afastamento ocorre em um momento de desgaste político, intensificado após declarações públicas do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que defendeu a substituição do líder para permitir que o parlamentar se dedicasse integralmente à sua defesa jurídica. O episódio expôs divisões internas no PT e aumentou a pressão sobre a articulação governista no Congresso. Com a renúncia, o Palácio do Planalto inicia o processo de escolha de um novo nome para conduzir a agenda do governo na Casa, enquanto a defesa de Wagner busca no STF a anulação das diligências autorizadas pela Justiça.

Apesar do afastamento da função de liderança, Wagner declarou que pretende manter sua atuação política e o apoio aos projetos de reeleição do presidente Lula e do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. O senador nega qualquer irregularidade e afirma que sua prioridade imediata é provar sua inocência no âmbito das investigações, mantendo o foco em sua trajetória parlamentar e nas campanhas eleitorais futuras.

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