Jaques Wagner enfrenta pressão de aliados para deixar liderança do governo
O senador Jaques Wagner sofre pressão de oposição e aliados para deixar a liderança do governo no Senado devido ao desgaste causado pelo caso Master.
Pontos principais
- O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) formalizou pedido de afastamento de Wagner citando o 'protocolo Hargreaves'.
- Parlamentares do PT e da base aliada consideram insuficientes as explicações de Wagner sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
- Aliados avaliam que a permanência do senador no cargo gera riscos à imagem do governo e à campanha de reeleição do presidente Lula.
- A cúpula do PT mantém a confiança na inocência de Wagner, mas admite que o caso se tornou um entrave político para a articulação no Legislativo.
- Entrevista recente de Wagner à BandNews, citando conversas privadas com o presidente, gerou desconforto no Palácio do Planalto.
A pressão pela saída do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado intensificou-se com a adesão de aliados internos. Além do pedido formal do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), que invocou o 'protocolo Hargreaves' para exigir o afastamento, parlamentares do próprio PT e da base aliada têm manifestado preocupação com o desgaste político causado pelas investigações do caso Master. A relação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro é vista como um ponto de vulnerabilidade que ameaça a imagem do governo e a articulação política no Congresso.
Embora a cúpula do PT sustente a confiança na inocência de Wagner, cresce a avaliação de que ele deve se afastar para se dedicar à própria defesa e blindar o Palácio do Planalto. O desconforto aumentou após uma entrevista do senador à BandNews, na qual mencionou conversas privadas com o presidente Lula, gerando ruídos na comunicação governamental. A permanência de Wagner, antes considerada estratégica, passou a ser tratada como um desafio para a estabilidade da base aliada.
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