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Banco Central condiciona novos cortes na Selic à meta de inflação

O Copom reduziu a Selic para 14,25% ao ano e manterá o ciclo de cortes, optando por não reagir integralmente a choques de oferta temporários.

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Foto: G1 Política
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23/06 às 08:45 · atualizado 09:00

Pontos principais

  • A taxa Selic foi reduzida de 14,50% para 14,25% ao ano na última reunião do Copom.
  • O Banco Central busca a convergência da inflação para a meta de 3% até o primeiro trimestre de 2028.
  • A autoridade monetária decidiu não reagir integralmente a choques de oferta causados pelo conflito no Oriente Médio e pelo fenômeno El Niño.
  • O BC avalia que trajetórias de juros alinhadas às expectativas do mercado evitam volatilidade excessiva nos ativos financeiros.

O Banco Central do Brasil reduziu a taxa básica de juros, a Selic, para 14,25% ao ano, conforme detalhado na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A decisão, fundamentada em uma análise técnica do cenário econômico, marca um passo importante na condução da política monetária nacional. Embora a inflação esteja acima da meta de 3%, o colegiado justificou a continuidade do ciclo de cortes argumentando que as melhores práticas recomendam não reagir integralmente a choques de oferta, como os decorrentes do conflito no Oriente Médio e do fenômeno El Niño. A autoridade monetária reforçou que a trajetória de juros depende do alinhamento da inflação com a meta oficial, visando a convergência plena para o primeiro trimestre de 2028 e a ancoragem das expectativas do mercado financeiro diante do cenário atual.

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